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Jardim Botânico inaugura novo tour guiado e visita noturna às instalações

·5 min de leitura

RIO — Antagônico ao efervescente comportamento das áreas comerciais que existem ao redor, o passeio tranquilo e sonorizado pelo canto dos pássaros do Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio, promete dar um gostinho ainda maior de "quero mais" para quem visitar o coração verde do Rio neste final de semana. Para a manhã e tarde, a nova visita guiada no Solar da Imperatriz, que tem como outra novidade a revitalização deste mês na fachada e nos jardins de Burle Marx na entrada, irá imergir o visitante para o tempo dos engenhos de açúcar do Rio de Janeiro, espaço do qual a chácara surgiu em meados do XVIII e XIX. À noite, a imersão transportará o visitante para além da história bicentenária das construções do Jardim, e deixará que a biologia das espécies que ali habitam falem por si

No Solar, o visitante poderá dividir, gratuitamente, a experiência de 1h30min com outras 14 pessoas, que irão juntas até a chácara no micro-ônibus disponibilizado pelo próprio Jardim. No passeio guiado pela arquiteta especialista em patrimônio, Dalila Tiago, o sítio arquelógico tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) faz a imaginação passear pelos tempos em que o local foi desapropriado por Dom João VI, no século XIX, ou quando foi identificado como Fazenda do Macaco, cujo nome deu origem a nomenclatura Solar da Imperatriz.

Na época da falaciosa descoberta da história da chácara, havia um mito de que Dom Pedro I teria dado o espaço para sua segunda mulher, Dona Amélia de Leuchtemberg. Anos depois, foi descoberto que, na verdade, a Fazenda do Macaco que serviu como presente para a imperatriz ficava localizada no Grajaú. Mas já era tarde para mudar de nome.

De lá até aqui, o espaço já serviu como sede do Asilo Agrícola, para órfãos aprenderem sobre técnicas de plantio; para o Serviço Florestal do Brasil; para a extinta Fundação Pró-Memória; e para cursos da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Hoje, o espaço, que está caminhando para a sua segunda parte da revitalização, agora na parte interna, abriga a Escola Nacional de Botânica Tropical, primeira escola sobre flora e ecossistema da América Latina, com cursos de extensão, mestrado e doutorado, e como um espaço para eventos do próprio Jardim Botânico.

Além dos móveis que dão estrutura para a Escola, na parte de dentro visitantes ainda encontram vestígios do passado, como a senzala na parte debaixo da antiga fazenda, as paredes originais de pedras projetadas desde aquela época e as construções que misturam a características coloniais e neoclássicas, toda preservadas e apresentadas na visita guiada pela arquiteta especialista do Jardim.

Para a turismóloga Regiane Vieira, de 48 anos, a primeira vez na antiga Fazenda dos Macacos ficou marcada para a vida:

— Eu nunca tinha vindo aqui, só ouvindo de amigos que vieram antes da restauração. Agora está ótimo. A escola ter ficado aqui faz com que o bem seja preservado. Eu estou encantada.

Para a atriz Isabella Igreja, de 28 anos, poder ver de perto a restauração é de suma importância:

— É legal ver todo o processo de resgate cultural da história do nosso país. É um passeio super agradável.

Para todos os gostos

Se a agenda não bater com os horários diurnos para o Solar, a nova visita noturna ao arboreto do Jardim Botânico promete ser diferente de tudo o que já foi visto, mesmo se o visitante já tiver ido a um passeio na parte da manhã ou tarde. Isso porque o guia será voltado, também, para os costumes da fauna no período da noite.

Neste passeio, o turista poderá escolher entre fazer a caminhada a pé ou por meio do carrinho elétrico, um meio de locomoção também recente no ponto turístico.

A primeira visita aconteceu nesta sexta-feira (22), depois de ter sido adiado por causa da chuva do primeiro dia de outubro. No passeio, que dura 1h30min, o visitante pode conhecer espécies botânicas, monumentos artísticos e arquitetônicos e ouvir a fauna. Durante a noite, as atenções serão voltadas para três moradores de hábitos noturnos, como corujas, sapos e gambás.

Maria Eunice Ramos, uma das primeiras visitantes da experiência noturna, falou sobre a paisagem que se revela com o cair do sol.

— A experência foi incrível. Existe um outro Jardim Botãnico que se revela à noite, principalmente no que diz respeito às percepções sensoriais. Existem cheiros que se apresentam com o desabrochar das flores noturnas e cores formadas a partir da iluminação natural da cidade, que só aparecem quando o sol nos deixa. Isto aflora as nossas percepções e faz com que a experiência seja completamente diferente da diurna — relata.

Além dos bichinhos, no roteiro há alguns pontos de paradas essenciais para todo o visitante do Jardim Botânico, como a Gruta Karl Glasl, o Bromeliário, e o sítio arqueológico Casa de Pilões, uma das unidades de produção da Fábrica de Pólvora da Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul.

Para os interessados no passeio no Solar da Imperatriz, as próximas datas disponíveis são para o mês que vem, dia 26 e 27. Já para a visita guiada, só há agenda aberta para a primeira sexta-feira de cada mês. A próxima data disponível será dia 26 do mês que vem, ou para meses posteriores.

O passeio noturno do arbóreo custa R$ 50 reais para quem vai a pé, com mínimo de três pessoas e máximo de 20, ou R$ 500 para um carro fechado com sete passageiros. Não está incluso o valor do ingresso. Todos os passeios precisam ser agendados previamente pelos telefones (21) 3874-1808 e (21) 3874-1214 ou pelo e-mail cvis@jbrj.gov.br.

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