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Japão cria nova lei contra disparidade salarial entre homens e mulheres

Diferença salarial entre homens e mulheres no Japão é de 77,5%, abaixo da média da OCDE
Diferença salarial entre homens e mulheres no Japão é de 77,5%, abaixo da média da OCDE
  • Diferença salarial entre homens e mulheres no Japão é de 77,5%, abaixo da média da OCDE;

  • Empresas serão obrigadas a divulgar dados sobre suas diferenças salariais para o público;

  • Governo quer que 17 mil empresas sejam obrigadas a participar da nova medida.

No Japão, a agência regulatória financeira aprovou nesta segunda-feira uma proposta para que as empresas tenham de listar as disparidades salariais entre homens e mulheres. A medida é um avanço na luta contra a desigualdade salarial de gênero no país, uma das piores entre os países desenvolvidos.

A norma age de acordo com a plataforma de campanha do primeiro-ministro japonês Fumio Kishida, chamado de "novo capitalismo", que visa corrigir problemas causados por modelos econômicos neoliberais.

Por enquanto apenas uma lista de 4 mil empresas serão obrigadas a criar a listagem que inclui disparidade de gênero em salário, cargos administrativos e a taxa de funcionários do sexo masculino que tiram licença paternidade. As informações deverão ser divulgadas em seus relatórios financeiros anuais.

No entanto, o governo pretende implementar uma regra de divulgação mais rígida, onde todas empresas com mais de 300 funcionários deverão fornecer essas informações em suas páginas da internet. De acordo com o órgão regulador financeiro, há cerca de 17.600 empresas desse tamanho no país.

Segundo o gabinete do governo, o salário das mulheres é aproximadamente 20% menor que o dos homens, muito devido a uma diferença na promoção para cargos de gestão e uma maior proporção de mulheres entre os trabalhadores não formais. Em 2021, por exemplo, apenas 13,2% dos cargos gerenciais eram ocupados por mulheres no Japão.

Em comparação, enquanto as trabalhadoras japonesas de tempo integral recebem cerca de 77,5% do que os homens ganham, a média da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) é de 88,4%. Países como Itália e França têm uma média de 92,4% e 88,2%, enquanto os Estados Unidos têm 82,3%.