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Japão reinicia reator nuclear de mais de 40 anos, algo inédito desde Fukushima

·2 minuto de leitura
(Arquivo) A central nuclear de Mihama, no Japão, em agosto de 2004

Um reator nuclear de mais de 40 anos voltou a funcionar nesta quarta-feira (23) no Japão, algo inédito para uma instalação desta época desde a introdução de novas normas de segurança após o desastre de Fukushima em 2011.

O reator número 3 da central nuclear de Mihama (centro do Japão), que foi completamente desligado pouco depois do acidente nuclear de Fukushima, assim como todas as outras centrais atômicas do país, foi reativado pela primeira vez em 10 anos, informou a operadora Kansai Electric Power em um comunicado.

Sendo assim, Mihama se torna "a primeira usina nuclear que opera no Japão há mais de 40 anos, desde a instauração de novas normas" de segurança, destacou o presidente da Kansai Electric Power, Takashi Morimoto, citado no comunicado.

Também é a primeira reativação de um reator nuclear no Japão desde 2018.

No final de abril, Tatsuji Sugimoto, governador do departamento de Fukui, onde se encontra a usina nuclear de Mihama, eliminou o último obstáculo regulamentar para a retomada de seu reator número 3.

Dois reatores da central nuclear de Takahama, também de mais de 40 anos, localizada no mesmo departamento de Fukui, obtiveram a aprovação das autoridades locais, mas ainda não foram reiniciados devido às obras de modernização que ainda estão em andamento.

Com o de Mihama, 10 reatores estão ativos no Japão, contra os 54 que existiam antes da catástrofe de Fukushima há dez anos.

Quase 20 reatores foram desmantelados, entre eles o da central acidentada de Fukushima Daiichi.

O governo japonês é a favor de uma reativação da energia nuclear, para reduzir a grande dependência energética atual do arquipélago, e também para alcançar seus novos e ambiciosos objetivos de redução das emissões de CO2 até 2030 e de neutralidade das emissões de carbono até 2050.

No entanto, a vontade de Tóquio encontra uma forte oposição local com disputas jurídicas e, além disso, a manutenção e a modernização das centrais nucleares exigem despesas muito altas.

etb-hih/ras/abx/mab/es/aa

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