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Japão lidera vacinação entre países do G7 sem mandatos

·2 min de leitura

(Bloomberg) -- O Japão sempre enfrentou o problema da hesitação em relação às vacinas. Mas as estatísticas de imunização contra a Covid-19 contradizem essa tendência.

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Antes de a terceira maior economia do mundo começar a administrar imunizantes, o Japão tinha uma das taxas mais baixas de confiança nas vacinas do mundo. Agora, o país - que começou a vacinar a população meses depois dos Estados Unidos - tem a maior taxa de imunização entre o Grupo dos Sete, e conseguiu o feito sem mandatos.

O Japão tinha 75,5% da população de 126 milhões com esquema vacinal completo até 14 de novembro, de acordo com a Our World in Data, publicação científica online que usa estatísticas populacionais das Nações Unidas. O país asiático ultrapassou esta semana o Canadá, que anteriormente apresentava a maior taxa do G7, com 75,3% da população totalmente vacinada.

“Agradecemos a todas as pessoas envolvidas, como governos locais e profissionais da área médica, por seus esforços”, disse o secretário-chefe de gabinete, Hirokazu Matsuno, em conferência na terça-feira.

O país recuperou o tempo perdido de forma discreta. Enquanto França e outras nações europeias exigiram vacinação para que cidadãos pudessem entrar em restaurantes, shoppings, trens e aviões, o Japão tem feito relativamente pouco em termos de exigir a imunização. As autoridades distribuíram presentes, vouchers e descontos em viagens como incentivos em alguns lugares, mas, em última análise, deixaram que as pessoas decidissem.

É uma abordagem que contrasta com a dos EUA, onde as vacinas são obrigatórias para quem trabalha para grandes empregadores ou para o governo federal.

Sem mandatos

Redigida após a Segunda Guerra Mundial, a Constituição do Japão consagra as liberdades civis. Para fins práticos, isso significa que o país não implementou lockdowns ou máscaras obrigatórias como parte de sua abordagem para a pandemia. É a mesma abordagem usada relação à vacinação. O Ministério da Saúde desincentivou a discriminação contra os não vacinados e a vacinação no local de trabalho.

“Mesmo que sua empresa peça que você seja vacinado, você pode optar por não fazê-lo se não quiser”, disse o Ministério em uma seção de perguntas e respostas do site do programa de combate à Covid-19.

Especialistas dizem que há vários motivos pelos quais a vacinação no Japão foi bem-sucedida.

Início lento

“O início lento e a escassez fizeram as pessoas pensarem que precisavam se vacinar rapidamente”, disse Kenji Shibuya, epidemiologista e diretor de pesquisa da Fundação para Pesquisa de Políticas de Tóquio, que também administra o programa de vacinas na cidade de Soma, na prefeitura de Fukushima. “Os idosos estavam cientes dos riscos à saúde e tinham um forte senso de urgência para se vacinar. A experiência deles deu uma sensação de segurança e encorajou o resto da família a se vacinar também.”

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