Japão, China e África do Sul suspendem importações de carne bovina brasileira

Brasília, 13 dez (EFE).- O governo anunciou nesta quinta-feira que o Japão, África do Sul e a China suspenderam temporariamente as importações de carne bovina do país devido a um caso de encefalopatia espongiforme bovina (EEB), doença conhecida como "mal da vaca louca", detectada em um animal morto há dois anos.

O caso, classificado pelo governo como "não clássico" de EBB, foi confirmado por provas de laboratório realizadas em uma vaca que morreu no Paraná em 2010, segundo informou em 7 de dezembro o Ministério da Agricultura, que hoje anunciou o envio de missões oficiais aos três países que suspenderam a carne brasileira.

"Até o momento, essas três nações notificaram oficialmente o ministério sobre a interrupção temporária das compras de carne bovina brasileira", disse a pasta por meio de um comunicado, que acrescentou que o Japão, África do Sul e a China "já receberam informações" sobre o caso que serão ampliadas em breve com o envio de missões oficiais.

A Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura disse na semana passada que as provas feitas em um laboratório britânico com a vaca do Paraná mostraram que o animal possuía o agente que desencadeia a EEB, embora o animal não tenha manifestado a doença nem morrido por causa dela.

O "mal da vaca louca" é transmitida aos humanos, caso em que recebe o nome de doença de Creutzfeldt-Jakob.

O secretário-executivo do ministério, José Carlos Vaz, considerou "natural" que a reação de alguns países ao serem informados pela imprensa do caso detectado no Paraná "seja de cautela".

"Reitero que o rebanho brasileiro é de qualidade, o Sistema Veterinário Brasileiro é um dos melhores do mundo e em breve as negociações serão normalizadas", disse o secretário de Defesa Agropecuária, Enio Marques, citado no comunicado.

Segundo o texto, o governo intensificou os contatos com os maiores importadores de carne bovina do país, para quem serão prestadas todas as informações necessárias. EFE

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