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Jandir Ferrari fala sobre a adaptação de trabalhos como ator na pandemia e do ingresso no ramo de alimentos: 'Existem muitos altos e baixos'

·3 minuto de leitura

Assim como muitos integrantes do setor artístico, Jandir Ferrari viu seus planos e projetos já engatilhados interrompidos por conta da pandemia do coronavírus. Aos 55 anos, ele não esconde que o cenário, num primeiro momento, foi "desesperador", com as pessoas recolhidas em suas casas. Reconhece, porém, que foi - e ainda é! - algo necessário para o controle da proliferação do coronavírus. Mas o período também serviu para repensar, reinventar-se e até para se lançar em um ramo profissional diferente do que o fez ficar conhecido pelo público há anos.

"Bateu um desespero. Mas o certo era fazer isso mesmo. A saúde é muito importante. Uma situação difícil, séria e triste também, perdendo amigos (em decorrência do vírus)... Tinha algumas coisas marcadas para o teatro, que não se concretizaram", explica o artista, que tem em seu currículo muitas produções de peso para a TV como "Rainha da Sucata", "O dono do Mundo" e "A padroeira".

E foi para continuar a exercer a profissão em tempos de Covid-19 que Jandir (e não apenas ele) precisou se adaptar e se reinventar. Ele, por exemplo, tem um monólogo, "Leréias", realizado no palco e transmitido online para os espectadores. Jandir, que também faz um papel numa emissora de TV atualmente (e segue todos os protocolos de segurança, claro), reconhece que, para evitar aglomeração, essa é o jeito possível. O ator fala ainda sobre um perrengue vindo dessas formas adaptadas de apresentação que vivrnciou.

"No meio da pandemia, tentei fazer uma leitura de uma peça de teatro com o pessoal. No dia marcado, caiu uma chuva daquelas. Aí sabe como é, né? Luz foi embora, a internet caiu... E eu fiz com o 4g (rede móvel) do celular mesmo, sob luz de velas", relembra ele com bom humor.

E foi nesse período também que o ator resolveu se lançar num novo negócio. A ideia surgiu durante uma viagem, junto com a mulher, Adriana Ortiz, ao Sul do país. Quando lhes foram mostrados por amigos alguns vinhos especiais. O gosto por Jandir em cozinhar e a falta de produtos específicos pelo Rio, onde mora, fez com que eles criassem a nova empreitada, batizada de "Trago delícias".

"Tinham aqueles vinhos, depois vi que havia uma produção de queijos muito difíceis de encontrar por aqui (no Rio). A ideia é trazer delícias, coisas dos lugares que eu conhecia, pedacinhos da gente e vivências", conta ele, cujos kits (compostos por produtos variados) ele entrega junto com um poema, às vezes acompanhados por uma cestinha (ou caixa) decorado por um artista local.

Jandir acrescenta que é algo pequeno, estão se profissionalizando, ainda não tem grandes lucros, até pela questão logística. Reitera, porém, que a empreitada tem lhe trazido alegrias: "Estamos conhecendo tudo isso. Acho importante ter uma coisa para fazer junto com o trabalho (principal, de ator). Na nossa carreira, existem muitos altos e baixos. Às vezes estamos com muitos trabalhos, outras nem tanto", complementa o artista.

Falando nisso, ele está com mais uma carta na manga. Jandir conta que a pandemia fez com que os laços entre ele e velhos amigos ficassem ainda mais fortes. Tanto que já planejam um próximo trabalho teatral, intitulado "Lembranças do silêncio", que narra um período da história de Beethoven quando, já surdo, compôs a sua décima sinfonia. O espetáculo, que ainda não tem data para estreia, está em fase de viabilização.