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James Webb observa os anéis do asteroide Cáriclo a bilhões de km de distância

Através de uma nova técnica, cientistas conseguiram usar o telescópio James Webb para observar os finos anéis do asteroide Cáriclo (ou 10199 Chariklo), o maior asteroide Centauro conhecido. Localizado a mais de 2 bilhões de quilômetros do Sol, Cáriclo tem 250 km de diâmetro e seus anéis o orbitam a 400 km de seu centro.

Descoberto em 1997, Cáriclo é o menor corpo planetário cercado por anéis conhecido até então. Os astrônomos já sabiam que este asteroide é cercado por anéis de água congelada, mas agora puderam investigar melhor estas estruturas com o James Webb.

Para isso, eles precisaram aguardar uma ocultação, aproveitando a passagem de Cáriclo à frente de uma estrela, o que bloqueia temporariamente sua luz. O momento chegou em outubro do ano passado.

Representação de Cáriclo, um dos poucos objetos do Sistema Solar que é cercado por anéis (Imagem: Reprodução/ESO/L. Calçada/M. Kornmesser/Nick Risinger)
Representação de Cáriclo, um dos poucos objetos do Sistema Solar que é cercado por anéis (Imagem: Reprodução/ESO/L. Calçada/M. Kornmesser/Nick Risinger)

No dia 18 daquele mês, os cientistas usaram o instrumento Near-Infrared Camera (NIRCam), do Webb, para monitorar a estrela Gaia DR3 6873519665992128512 e acompanhar pequenas reduções de seu brilho, sinalizando a ocultação com a passagem do asteroide. Então, as sombras formadas pelos anéis de Cáriclo foram detectadas com clareza, sinalizando uma nova forma de usar o Webb para estudar objetos do Sistema Solar.

Ocultação observada pelo James Webb. A estrela aparece ao centro e depois Cáriclo passa à frente dela (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, CSA, Nicolás Morales (IAA/CSIC)
Ocultação observada pelo James Webb. A estrela aparece ao centro e depois Cáriclo passa à frente dela (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, CSA, Nicolás Morales (IAA/CSIC)

Os anéis foram registrados exatamente como os cientistas esperavam e os dados vão ajudá-los a estudar características como espessura, tamanhos e cores das partículas que estão ali. “Esperamos saber mais sobre o porquê de este corpo pequeno ter anéis e, talvez, detectar outros novos”, disse Pablo Santos-Sanz, pesquisador que participou das observações.

Pouco após a ocultação, o Webb observou novamente o asteroide Cáriclo. Desta vez, o objetivo era coletar dados da luz refletida por ele e seus anéis, produzindo um espectro com três bandas de absorção da água congelada. “A excelente qualidade do espectro do Webb revelou a assinatura clara do gelo cristalino pela primeira vez”, comemorou Dean Hines, principal investigador do segundo programa de observações.

Curva de luz observada pelo instrumento NIRCam após a ocultação. A estrela não passou por trás de Cáriclo da perspectiva do Webb, mas sim de seus anéis (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, CSA, L. Hustak (STScI)/Pablo Santos-Sanz (IAA/CSIC), Nicolás Morales (IAA/CSIC), Bruno Morgado (UFRJ, ON/MCTI, LIneA)
Curva de luz observada pelo instrumento NIRCam após a ocultação. A estrela não passou por trás de Cáriclo da perspectiva do Webb, mas sim de seus anéis (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, CSA, L. Hustak (STScI)/Pablo Santos-Sanz (IAA/CSIC), Nicolás Morales (IAA/CSIC), Bruno Morgado (UFRJ, ON/MCTI, LIneA)

Ao que tudo indica, os anéis são formados por pequenas partículas de água congelada misturada com detritos antigos, vindos de algum corpo congelado que colidiu com Cáriclo. Como o asteroide é pequeno demais e está muito distante, nem mesmo o poderoso telescópio James Webb consegue capturar imagens diretas dos anéis, separados do corpo principal.

De qualquer maneira, a observação que o Webb realizou de Cáriclo e seus anéis pode ser apenas a primeira de muitas análises de pequenos corpos localizados a grandes distâncias, proporcionando ainda mais conhecimentos sobre os objetos que habitam os confins do Sistema Solar.

Fonte: Canaltech

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