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James Webb identifica nuvens curiosas na lua Titã, de Saturno

O telescópio James Webb realizou suas primeiras observações da lua Titã, de Saturno, capturando imagens intrigantes das nuvens em sua atmosfera. O trabalho foi realizado por uma equipe internacional de cientistas, que usou o telescópio para investigar a atmosfera da lua na luz infravermelha, capaz de revelar padrões meteorológicos e composições gasosas.

Titã é a única lua no Sistema Solar que contém uma atmosfera densa, sendo também o único outro corpo planetário (com exceção da Terra) com lagos, rios e mares — mas, ao contrário do que há no nosso planeta, os líquidos na superfície de Titã são compostos por metano e etano.

Imagens de Titã capturadas pelo instrumento NIRCam (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, CSA, Webb Titan GTO Team/Alyssa Pagan (STScI))
Imagens de Titã capturadas pelo instrumento NIRCam (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, CSA, Webb Titan GTO Team/Alyssa Pagan (STScI))

Para investigar esta lua e seus processos, o astrônomo Conor Nixon solicitou 15 horas de observação dela com o James Webb, com o objetivo de estudar a atmosfera da lua, a distribuição da névoa por lá, identificação de novos gases e mais. Ao fim do processo, Nixon e seus colegas ficaram maravilhados com os dados obtidos.

“Fantástico! Amei ver as nuvens e as óbvias marcações de reflexos”, disse Heidi Hammel, cientista planetária da Associação de Universidades para Pesquisa em Astronomia. É que, conforme analisaram os dados, eles identificaram duas nuvens em Titã; uma delas estava sobre Kraken Mare, um mar que pode ter mais de 300 m de profundidade.

Depois, eles realizaram novas observações com o Observatório W. M. Keck, no Havaí. “Estávamos preocupados com as nuvens terem desaparecido quanto as observássemos dois dias depois com o Keck, mas para nossa surpresa, havia nuvens nas mesmas posições, parecendo que tinham sofrido mudanças em seus formatos”, disse o astrônomo Imke de Pater.

Na esquerda, estão observações de Titã pelo James Webb; no meio e direita, estão imagens do observatório Keck, capturadas dois dias depois do Webb e no dia 7 de novembro, respectivamente (Imagem: Reprodução/NASA/STScI/W. M. Keck Observatory/Judy Schmidt)
Na esquerda, estão observações de Titã pelo James Webb; no meio e direita, estão imagens do observatório Keck, capturadas dois dias depois do Webb e no dia 7 de novembro, respectivamente (Imagem: Reprodução/NASA/STScI/W. M. Keck Observatory/Judy Schmidt)

O alinhamento das nuvens não significa, necessariamente, que ambos os observatórios identificaram as mesmas formações. Como o hemisfério norte de Titã está no fim do verão e vem recebendo mais radiação, é possível que o Observatório Keck tenha identificado nuvens recém-formadas.

O trabalho ainda não acabou, e a equipe ainda espera receber novos dados dos instrumentos NIRCam, NIRSpec e MIRI no ano que vem — este, especificamente, poderá revelar até comprimentos de onda jamais vistos no espectro da lua Titã, que podem conter informações sobre os gases existentes na atmosfera de lá.

Fonte: Canaltech

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