Mercado fechado
  • BOVESPA

    108.976,70
    -2.854,45 (-2,55%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.668,64
    -310,37 (-0,60%)
     
  • PETROLEO CRU

    76,28
    -1,66 (-2,13%)
     
  • OURO

    1.754,00
    +8,40 (+0,48%)
     
  • BTC-USD

    16.544,89
    -41,45 (-0,25%)
     
  • CMC Crypto 200

    386,97
    +4,32 (+1,13%)
     
  • S&P500

    4.026,12
    -1,14 (-0,03%)
     
  • DOW JONES

    34.347,03
    +152,97 (+0,45%)
     
  • FTSE

    7.486,67
    +20,07 (+0,27%)
     
  • HANG SENG

    17.573,58
    -87,32 (-0,49%)
     
  • NIKKEI

    28.283,03
    -100,06 (-0,35%)
     
  • NASDAQ

    11.782,80
    -80,00 (-0,67%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,6244
    +0,0991 (+1,79%)
     

James Webb encontra dupla de galáxias primordiais "escondidas"

O telescópio James Webb descobriu um curioso grupo de galáxias primordiais que, até então, estavam escondidas aos “olhos” de outros telescópios. Elas parecem ter sido formadas algumas centenas de milhões de anos após o Big Bang, e os novos dados podem ajudar os pesquisadores a entender melhor as características das primeiras galáxias, com aparência bastante diferente daquelas mais maduras ,observadas atualmente.

As descobertas são resultados de análises conduzidas por pesquisadores. Em apenas quatro dias de trabalho, eles encontraram duas galáxias curiosamente brilhantes nas imagens do programa GLASS-JWST Early Release Science, que parecem ter existido aproximadamente 450 e 350 milhões de anos após o Big Bang. O brilho pode ser resultado da grande massa delas, composta por várias estrelas pouco massivas.

Detalhe das antigas galáxias observadas; na imagem superior, está a que existiu 450 milhões de anos após o Big Bang, e na inferior, a que existiu 350 milhões de anos depois (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, CSA, T. Treu (UCLA)
Detalhe das antigas galáxias observadas; na imagem superior, está a que existiu 450 milhões de anos após o Big Bang, e na inferior, a que existiu 350 milhões de anos depois (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, CSA, T. Treu (UCLA)

Outra possibilidade é que as galáxias talvez sejam menos massivas, e seriam formadas por menor quantidade de estrelas extremamente brilhantes. Neste caso, as estrelas seriam da chamada “População III”, ou seja, elas seriam as primeiras que se formaram, compostas apenas por hidrogênio primordial e hélio.

A galáxia mais distante, chamada GLASS-z12, impressionou Rohan Naidu, coautor de um dos estudos que descreve as descobertas. “Ficamos maravilhados de encontrar a luz estelar mais distante já observada antes, apenas alguns dias após o Webb publicar seus primeiros dados”, comemorou.

Enquanto GLASS-z12 pareceu existir 350 milhões de anos após o Big Bang, a recordista anterior GN-z11 existiu 400 milhões de anos após o início do universo. “De fato, a fonte mais distante é muito compacta, e suas cores parecem sugerir que sua população estelar não tem elementos pesados, e pode conter até algumas estrelas de População III”, sugeriu Adriano Fontana, coautor de um dos estudos.

Os pesquisadores destacam que as distâncias das galáxias ainda precisam ser confirmadas com dados da espectroscopia. Além disso, as observações sugerem que as galáxias do universo primordial são muito mais brilhantes do que se esperava, o que pode "ajudar" o telescópio James Webb a encontrá-las em outros estudos.

Os artigos que descrevem as descobertas foram publicados na revista Astrophysical Journal Letters.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: