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James Webb aponta suas lentes para Marte pela primeira vez

Planeta vermelho foi observado pelo James Webb no último dia 5
Planeta vermelho foi observado pelo James Webb no último dia 5
  • Outras investigações em planetas do Sistema Solar estão no calendário do Webb;

  • James Webb é operador pelas agências espaciais do Canadá, Estados Unidos e Europa;

  • Um dos objetivos é desvendar o mistério da presença de metano na atmosfera de Marte.

O telescópio espacial James Webb começou a operar há alguns meses, sempre nos dando novos detalhes sobre galáxias e fenômenos astrológicos distantes graças a suas lentes poderosas. Mas suas lentes não servem apenas para observar o que está longe de nós, podendo ser direcionadas para astros mais próximos de nós, como Marte.

E foi isso que o James Webb fez em 5 de setembro, com as imagens vindo ao público pela primeira vez nesta segunda-feira (19) através do Twitter da Agência Espacial Europeia (ESA), uma das que opera o telescópio espacial internacional, junto da NASA e da Agência Espacial Canadense (CSA).

O Webb utilizou sua câmera de infravermelho próximo (NIRcam), para gerar imagens da Cratera de Huygens e da Bacia de Hellas, a maior cratera de impacto em Marte. O telescópio também usou seu espectrômetro infravermelho para obter um espectro de Marte, uma medida de quais comprimentos de onda de luz são absorvidos à medida que passam pela atmosfera do planeta. Isto permite que os cientistas saibam a composição química da atmosfera marciana.

“Essas primeiras imagens de Marte já mostram características de superfície e efeitos distintos da atmosfera marciana, e os espectros mostram claramente algumas das principais espécies que esperávamos”, disse Heidi Hammel, cientista interdisciplinar envolvida com Webb desde o início dos anos 2000, ao The Independent.

“Com uma visão mais detalhada, esperamos ser capazes de desvendar 'traços' menos abundantes e talvez até entender o mistério do metano de Marte (por que alguns observadores o veem e outros não).”

E Marte não é o único alvo local para Webb, de acordo com a Dra. Hammel, que preparou um grande programa de pesquisa do Sistema Solar para o telescópio espacial. “Ainda temos alguns dados interessantes por vir, incluindo observações infravermelhas da Grande Mancha Vermelha de Júpiter; estudos de cometas e asteróides; medições de objetos distantes do Cinturão de Kuiper, como Plutão, Éris e Sedna, e muito mais”, disse.

“Pessoalmente, o que estou mais ansiosa são as imagens e os espectros dos gigantes de gelo Urano e Netuno. Meu desejo de observar esses planetas foi a razão pela qual eu queria fazer parte das missões de telescópio da “próxima geração” há tantos anos.”