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Bolsonaro faz trocas na base do governo na Câmara e Carla Zambelli perde posto de vice-líder

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Foto: Marcelo Camargo/Agencia Brasil vía AP
Foto: Marcelo Camargo/Agencia Brasil vía AP

Jair Bolsonaro (sem partido) realizou mudança no seu quadro de vice-líderes do governo na Câmara dos Deputados. A lista de nomes foi publicada na edição desta quarta-feira (30) no Diário Oficial da União. Entre os que deixaram o posto, o nome que mais chama a atenção é o de Carla Zambelli (PSL-SP), uma das aliadas mais ferrenhas do presidente.

Os vice-líderes do governo são parlamentares escolhidos para representar os interesses do Executivo federal nas discussões e votações na Câmara.

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Os indicados para os postos foram: Alberto Barros Cavalcante Neto (Republicanos-AM), Antonio da Cruz Filgueira Neto (Patriota-MA), Giovani Cherini (PL-RS), Greyce de Queiroz Elias (Avante-MG), Hilkea Carla de Souza Medeiros Lima (PROS-RN), Joaquim Passarinho Pinto de Souza Porto (PSD-PA), Luiz Augusto Carvalho Ribeiro Filho (Solidariedade-SE), Lucio Antonio Mosquini (MDB-RO), Luiz Eduardo Carneiro da Silva de Souza Lima (PSL-RJ) e Paulo Velloso Dantas Azi (DEM-BA).

Entre as baixas, nomes como de Carla Zambelli, Guilherme Derrite (PP-SP) e Caroline Rodrigues de Toni (PSL-SC) repercutem mais. Outros que deixam o posto são: Aline Sleutjes (PSL-PR), Carlos Roberto Coelho de Mattos Júnior (PSL-RJ), Diego Alexsander Goncalo Paula Garcia (Podemos-PR), Eros Ferreira Biondini (PROS-MG) e Luiz Armando Schroeder Reis (PSL-SC).

Além dos vice-líderes, o governo conta com o deputado Ricardo Barros (PP-PR) para ser o líder do governo na Câmara. Barros ocupa o cargo desde agosto.

Em diversas falas públicas, Carla Zambelli reiterava a proximidade que possuía com Bolsonaro. A relação entre os dois se intensificou depois da saída conturbada de Sergio Moro do Ministério da Justiça. O ex-juiz acusa o presidente de interferir politicamente na Polícia Federal.

Na tentativa de dissuadir Moro de sua decisão de deixar o governo, Zambelli chegou a dizer ao ex-juiz que convenceria o presidente a dar-lhe uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).