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Bolsonaro diz não entender preocupação do STF com pedidos de AI-5: "é falar de mula sem cabeça"

Foto: Andressa Anholete/Getty Images

No mesmo dia em que o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou o julgamento sobre a validade do inquérito das fake news, que engloba uma suposta indústria de notícias falsas e ataques ao ministros da Corte, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que não entende porque ministros se preocupam com pedidos de AI-5 em manifestações em defesa da sua gestão.

“As próprias pessoas que vão às ruas protestar, do nosso lado, raramente existe uma faixa pedindo AI-5, mas não sei porque ministro do Supremo fica preocupado com isso. Não existe AI-5. É falar de boitatá, bicho papão, mula sem cabeça. AI-5 é mesma coisa", afirmou.

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O presidente defendeu que pautas anticonstitucionais (como AI-5 ou fechamento do STF) configuram direito de manifestação, mas negou que essas reivindicações possam se tornar realidade.

"É o direito de se manifestar, as pessoas levam a faixa que bem entender. Outros pedindo o fechamento do Supremo, e daí? Quem vai fechar? Se fechar, você rompeu. Não tem como dialogar mais. Eu peço ao pessoal que acredita em mim, em novembro tem uma vaga para o Supremo, nós vamos indicar uma pessoa lá afinada com os princípios nossos”, disse o presidente se referindo ao posto que se abrirá quando o decano Celso de Mello completar a idade limite para o cargo.

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Apesar de tratar pautas antidemocráticas com naturalidade, Bolsonaro pode enfrentar as consequências de participar de atos dessa natureza. Dentre os 42 pedidos de impeachment contra ele que já foram protocolados, diversos são o acusam de crimes ligados a essas manifestações: “rota de colisão com as instituições", “participação e apoio a atos antidemocráticos”, “participação de manifestação pública no dia 19 de abril pedindo intervenção militar”, entre outros.

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