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"Cristão e patriota", aliado de Bolsonaro é preso no Paraná por suspeita de corrupção

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Ricardo Zampieri (Republicanos), aliado do presidente Jair Bolsonaro, acabou preso em operação que mirava irregularidades em Ponta Grossa - Foto: Instagram
Ricardo Zampieri (Republicanos), aliado do presidente Jair Bolsonaro, acabou preso em operação que mirava irregularidades em Ponta Grossa - Foto: Instagram

Ricardo Zampieri (Republicanos), aliado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no Paraná, foi um dos presos em uma operação do Ministério Público em Ponta Grossa realizada nesta terça-feira (15). A ação tinha como objetivo combater crimes de de corrupção, fraude a licitação e tráfico de influencia entre empresários, servidores e vereadores. As informações são da Revista Época.

O vereador ficará preso temporariamente por cinco dias, conforme determinado pela Justiça. Zampieri é suspeito de estar envolvido em uma possível prática de manipulação e corrupção de vereadores numa CPI existente na Câmara Municipal, que deveria apurar as licitações envolvendo uma autarquia do setor de transportes.

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Apoiador ferrenho de Bolsonaro, Zambieri era o presidente da CPI. Nas redes sociais, o vereador dizia ser "patriota, cristão e defensor da nova política". Há também fotos ao lado do presidente.

Quando Bolsonaro deixou o PSL, Zampieri se desfiliou da sigla num movimento feito por outros apoiadores abertos do presidente.

Caso Queiroz

Outro amigo, esse mais antigo e famoso, do presidente segue gerando problemas para o chefe do Executivo. Nesta terça-feira, Bolsonaro admitiu que Fabricio Queiroz, figura central na investigação contra Flávio Bolsonaro no suposto esquema de rachadinha, fez pagamentos pessoais para ele no passado. De acordo com o presidente, Queiroz era de "confiança".

“Vamos apurar? Vamos, mas cada um com a sua devida estatura, e não massacrar o tempo todo, como massacram a minha esposa, quando falei desde o começo que aqueles cheques do Queiroz ao longo de dez anos foram para mim, não foram para ela. R$ 89 mil por dez anos, dá em torno de R$ 750 por mês. Isso é propina? Pelo amor de Deus! Pelo amor de Deus! R$ 750 por mês. O Queiroz pagava conta minha também. Era de confiança, tá? Tá com esse processo agora”, disse em entrevista à Band.

A resposta do presidente veio após ele ser questionado sobre a reportagem da Revista Época que revelou que a defesa de Flávio recebeu orientação do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no caso das rachadinhas. O presidente disse que Augusto Heleno, titular do GSI, negou a existência dos relatórios.