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'Não estou preocupado com panelaço', diz Bolsonaro após três dias seguidos de protestos

Foto: REUTERS/Amanda Perobelli

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse nesta sexta-feira que não está preocupado com os seguidos panelaços promovidos contra eles nos últimos dias em diferentes regiões do país.

"Eu não estou preocupado com o panelaço. Eu estou preocupado com o vírus, com a saúde, com o emprego do povo brasileiro", afirmou, em entrevista na frente do Palácio da Alvorada. "Qualquer panelaço, qualquer coisa que venha a acontecer é manifestação democrática. Toca o barco."

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O presidente Jair Bolsonaro, de máscara, durante entrevista coletiva para falar sobre coronavírus.Um dia antes, Bolsonaro foi alvo na noite de um panelaço em diversas cidades do país. Foi o terceiro ato seguido do tipo contra o presidente.

Os protestos nas janelas foram convocados em redes sociais foi impulsionado pela reação de Bolsonaro à crise do coronavírus, que afetou a rotina de milhões de brasileiros e deve ter duro impacto na economia.

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Bolsonaro, que já se referiu à dimensão da doença como "fantasia", dizendo haver "histeria" da população, tentou reagir nesta quarta, após perder apoio inclusive entre alas conservadoras.

Durante o ato de domingo (15), o presidente apertou a mão e cumprimentou uma série de apoiadores, além de ter tirado selfies e segurado telefones celulares e devolvido a seus donos.

O presidente tem cobrado Mandetta a adotar um discurso mais afinado ao do Palácio do Planalto no combate à pandemia, a exemplo de Barras. Para ele, o tom adotado pela saúde tem gerado histeria.

Modulando seu discurso público, passou a reconhecer que a situação é grave, embora não tenha demonstrado arrependimento de ter participado de ato no último domingo (15), contrariando recomendação do Ministério da Saúde.

Ele disse ainda que a bateção de panelas contra ele, já ocorrida na noite de terça (17), parece espontânea, faz parte da democracia e aproveitou para tentar arregimentar apoiadores para outro panelaço na noite desta quarta, às 21h, mas desta vez a favor de seu governo.

Na terça, foi protocolado na Câmara um primeiro pedido de afastamento de Bolsonaro na Presidência por ter convocado atos contra o Congresso e Judiciário no último fim de semana. A iniciativa foi do deputado distrital Leandro Grass (Rede-DF). Nesta quarta, alguns integrantes do PSOL fizeram outro pedido.

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***Da Folhapress