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Bolsonaro questiona mortes por coronavírus no Brasil: "qualquer negócio é covid"

Foto: AP Photo/Eraldo Peres

Horas depois de o Brasil bater o recorde de mortos em 24h e ultrapassar a marca dos 30 mil mortos pela pandemia do novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) levantou dúvidas sobre as notificações de óbitos motivados pela Covid-19 no país.

Nesta quarta-feira (03), em frente ao Palácio da Alvorada, Bolsonaro ouviu o relato de um apoiador que disse ter perdido a mãe por outros problemas de saúde, que acabaram ignorados no atestado de óbito. O presidente então afirmou que isso tem sido comum no Brasil.

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“Isso é o que está acontecendo geral, qualquer negócio é covid”, afirmou o presidente, pondo em cheque os números do próprio Ministério da Saúde e das secretarias estaduais.

Em seu boletim mais recente, divulgado na terça-feira (02), o Ministério da Saúde atualizou para 31.199 o número de mortes em decorrência do novo coronavírus. Ao todo, também foram confirmados 555.383 casos.

Bolsonaro ironizou Wilson Witzel (PSC-RJ) depois de ouvir criticas dos seus próprios apoiadores sobre a atuação dos governadores durante a pandemia. O presidente garantiu que levará em conta as queixas.

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Ao citar o Partido dos Trabalhadores (PT), Bolsonaro reclamou dos entraves encontrados pela cloroquina, substância que defende para combater a Covid-19, ainda que não possua eficácia cientificamente comprovada.

"O PT entrou com uma ação para derrubar a hidroxicloroquina. A questão é política", queixou-se o presidente.

O presidente ainda alfinetou o STF (Supremo Tribunal Federal) ao lembrar a decisão que favorece os governadores e prefeitos no que se refere a tomada de decisão relativa ao isolamento social.

"O que está acontecendo no Brasil ultimamente? Pobre está ficando miserável e classe média está ficando pobre. Está ficando tudo igual no Brasil. Parece que não tem noção quando vai passar isso daí", afirmou.

Muito criticado também pela aproximação com o chamado “Centrão” ao conceder cargos do segundo escalão a partidos envolvidos em escândalos de corrupção, Bolsonaro culpou a imprensa ao dizer que, eventualmente, as nomeações sequer passam por ele.

"Se eu for ler jornal, vou ficar envenenado", disse o presidente aos apoiadores.

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