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Bolsonaro chama de 'delírio' proposta de Mourão sobre expropriação de terras desmatadas

·2 minuto de leitura
Foto: AP Photo/Eraldo Peres
Foto: AP Photo/Eraldo Peres

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) classificou como “delírio” a ideia de que seu governo estaria estudando criar mecanismos para expropriar propriedades no campo e nas cidades com registros de queimadas e desmatamentos ilegais. O projeto foi revelado pelo jornal O Estado de S.Paulo e consta em documento do Conselho Nacional da Amazônia Legal, colegiado presidido pelo vice-presidente Hamilton Mourão.

"Mais uma mentira do Estadão ou delírio de alguém do Governo. Para mim a propriedade privada é sagrada. O Brasil não é um país socialista/comunista", afirmou Bolsonaro em uma rede social, nesta quinta-feira (12).

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Conforme revelado pelo jornal, o documento do conselho comandado por Mourão prevê expropriação de terras no caso de quem incorreu em “culpa” em crimes ambientais em área própria ou pública. A ideia estabelece também tornar possível o confisco "de todo e qualquer bem de valor econômico apreendido em decorrência do crime de grilagem ou de exploração de terra pública sem autorização".

De acordo com o Estadão, os planos do conselho seriam oficializar a proposta no Congresso Nacional em maio do ano que vem. O jornal também divulgou uma série de ações que Mourão vem idealizando para amenizar a crise ambiental vivida na Amazônia, situação que gera críticas mundiais ao governo Bolsonaro.

Procurados pelo jornal, nem o vice-presidente não respondeu e o ministério do Meio Ambiente não quis comentar o assunto.

A relação entre Bolsonaro e seu vice não parece estar vivendo os melhores momentos. O presidente afirmou, em entrevista à CNN Brasil na segunda-feira (09), que não tem falado sobre “qualquer assunto” com Mourão.

A fala veio depois de se questionado sobre as opiniões de seu vice-presidente sobre as eleições norte-americanas, vencidas por Joe Biden, a quem Bolsonaro ainda não parabenizou.

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