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Bolsonaro diz seria um golpe isolar o presidente

O presidente Jair Bolsonaro tira selfie com apoiadores em frente do Palácio do Planalto, em Brasília, ao final da manifestação em favor de seu governo feita na manhã de hoje. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

O presidente Jair Bolsonaro acusou nesta segunda-feira (16) a cúpula do Poder Legislativo de ter iniciado contra ele uma "luta de poder" e ressaltou que seria um golpe de estado isolá-lo. Em entrevista à Rádio Bandeirantes, de São Paulo, ele disse que tem sido ameaçado "o tempo todo" e que não existem hoje elementos para a abertura formal de um processo de impeachment contra ele."

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"Não pode um chefe do Poder Executivo viver ameaçado o tempo todo", afirmou. "Seria um golpe isolar o chefe do Poder Executivo por interesses outros que não sejam os republicanos", afirmou.

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PARTICIPAÇÃO NOS ATOS

Muito criticado pela participação em atos populares mesmo em meio ao avanço do coronavírus, Bolsonaro afirmou que assumirá a responsabilidade caso tenha se contaminado ao interagir com a população, contrariando indicações médicas.

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Segundo o presidente, em entrevista à Rádio Bandeirantes, “ninguém tem nada a ver com isso”. "Se eu me contaminei, isso é responsabilidade minha. Ninguém tem nada a ver com isso", afirmou o presidente, que saiu sem máscara, cumprimentou simpatizantes e manuseou celulares de apoiadores no último domingo (15), em Brasília.

Bolsonaro afirmou também que realizará novo teste para coronavírus na próxima terça-feira (17).

Sobre os protestos que ocorreram em diversas cidades, o presidente disse que não pode fazer nada para impedir manifestações populares.

"Não tenho poder de impedir o povo de fazer nada. Não houve protesto nenhum. Eles estavam, em grande parte, fazendo um movimento pelo Brasil, ponto final. Não convoquei ninguém para ir", disse o presidente que compartilhou diversos vídeos de manifestações pelo país.

O presidente ainda afirmou que tem o “direito” de apertar as mãos das pessoas e que tem “obrigação moral de saudar o povo”.

Os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, criticaram Bolsonaro por participar de atos a favor do governo e contrários ao Congresso e ao STF (Supremo Tribunal Federal). O presidente, no entanto, nega que as manifestações tenham atacado outros Poderes.

“Que exemplo essas pessoas estavam dando no tocante a essa preocupação? O que está em jogo? Uma disputa política. Eu estou sozinho num canto apanhando. É uma luta de poder", afirmou Bolsonaro ao rebater as críticas.

CRESCIMENTO ECONÔMICO

O presidente também comentou que dificilmente o Brasil vai atingir a meta de crescer 2% este ano devido aos impactos do surto. Bolsonaro anunciou que se reunirá com o ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta tarde para discutir possíveis medidas, citando especificamente as dificuldades enfrentadas por companhias aéreas.

Bolsonaro afirmou ainda que está havendo uma histeria sobre coronavírus no Brasil, que teria como pano de fundo uma disputa pelo poder. “O que está em jogo é uma disputa política, eu estou sozinho no canto apanhando de todo mundo”, disse Bolsonaro. “Existe um perigo, mas está havendo um superdimensionamento dessa questão.”

O presidente disse que um agravamento da crise política pode até derrubar o seu governo. “É essa a preocupação que eu tenho. Se a economia afundar, afunda o Brasil... Se afundar a economia, acaba com o meu governo, é uma luta de poder”, afirmou.

com informações da FolhaPress e Reuters

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