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Bolsonaro celebra novo ministro da Casa Civil: "trabalho excepcional"

Foto: AP Photo/Bruna Prado

Resumo da notícia

  • Deputado do MDB saiu da equipe do governo federal, dando lugar a Onyx Lorenzoni, que foi tirado da Casa Civil

  • Presidente defende Moro e diz que PSOL "defendeu as milícias" ao se colocar contra o projeto anticrime

O presidente Jair Bolsonaro comentou nesta quinta-feira (13) em sua live no Facebook sobre as trocas de ministros, confirmadas hoje, que envolveu a saída do deputado federal Osmar Terra (MDB-RS) do Ministério da Cidadania. Segundo Bolsonaro, Terra agora auxiliará o governo na Câmara, onde "cumprirá uma missão". 

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A mudança envolve o ministro Onyx Lorenzoni, que deixa a Casa Civil para assumir a pasta da Cidadania. O novo chefe da Casa Civil é o general do Exército Walter Souza Braga Netto, aumentando o número de militares na alta cúpula do governo.

De acordo com informações da Folha de S.Paulo, Bolsonaro prestigiará a ala militar ao mesmo tempo em que coloca o desgastado Lorenzoni em uma pasta menor – a Casa Civil é um dos ministérios mais diretamente envolvidos com o presidente. Terra, por sua vez, teve seu trabalho questionado no Planalto, segundo o jornal, e acabou demitido.

Nesta quinta, Bolsonaro elogiou os três protagonistas da troca ministerial. "O Onyx sai da Casa Civil e vai para a Cidadania, onde tem um grande desafio. O ministro Osmar Terra vai nos auxiliar na Câmara. É uma pessoa inteligente, vivida, fez um trabalho muito bom. Vai cumprir uma missão na Câmara", disse Bolsonaro.

Sobre Braga Netto, Bolsonaro afirmou que o general fez um trabalho "excepcional" como interventor federal da segurança pública no Rio de Janeiro, em 2018. "Ele conseguiu recursos para aparelhar as forças de segurança e, de certa forma, baixou a temperatura da criminalidade", afirmou o presidente.

"Não deixa de ser um desafio. Ele sai da parte bélica e vai para a burocracia. A sua missão mais importante na Casa Civil é conversar com os ministros, buscar soluções e se antecipar a problemas. Se o ministro tem um problema, ele está lá para ajudar a solucionar", declarou Bolsonaro.

PSOL x Moro

Na live desta quinta, Bolsonaro se colocou ao lado do ministro da Justiça, Sergio Moro, e criticou políticos do PSOL. "O ministro esteve na Câmara ontem e teve um deputado do PSOL, Glauber Braga, que acusou ele de estar defendendo milícias, milicianos, citando a minha família", afirmou Bolsonaro.

Na sequência, o presidente leu um comunicado de Moro no qual o ministro afirma que o projeto anticrime, elaborado pela pasta da Justiça, classificaria as milícias como organizações criminosas. O PSOL se posicionou contra o projeto, como um todo.

"Então o PSOL defendeu as milícias", atacou Bolsonaro na transmissão. "Não quero me aprofundar aqui, porque sou do Rio de Janeiro e temos uma noção do que acontece, mas o PSOL foi contra criminalizar as milícias. Então, como disse o Moro, o deputado é desqualificado", completou.