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Obama compara política negacionista de Trump à de Bolsonaro: "não deram ênfase para a ciência"

·2 minuto de leitura
Foto: AP Photo/Brynn Anderson
Foto: AP Photo/Brynn Anderson

Barack Obama, ex-presidente dos Estados Unidos, comparou a gestão de Jair Bolsonaro (sem partido) a de Donald Trump em duas questões: enfrentamento da pandemia do novo coronavírus e a forma de encarar a mudança climática global. Para ele, ambos ignoraram a ciência, o que causou consequências políticas negativas para Trump.

"Eu não conheço o presidente do Brasil. Eu já tinha saído quando ele assumiu o cargo. Então, não quero dar uma opinião sobre alguém que não conheci. Posso dizer que, com base no que vi, as políticas dele, assim como as de Donald Trump, parecem ter minimizado a ciência da mudança climática", afirmou Obama em uma entrevista à TV Globo exibida nesta terça-feira (17).

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Bolsonaro e Trump ficaram conhecidos mundialmente por serem dois dos líderes que mais negaram a gravidade do surto de Covid-19 no mundo. EUA e Brasil são os países com mais mortos no planeta.

"Olhando para a pandemia, Donald Trump, assim como o Brasil, não deram ênfase para a ciência e teve consequências para ele [Trump]. Precisamos nos mobilizar dentro no nosso país e de forma internacional para tentar dar um fim a essa pandemia", analisou Obama, que admitiu que a questão sanitária será um dos grandes desafios do governo de Joe Biden, recém-eleito presidente dos EUA, que assume no dia 20 de janeiro do ano que vem.

Obama também foi questionado pelo apresentador Pedro Bial sobre a fala controversa de Bolsonaro a Biden, quando o brasileiro afirmou que diante das divergências "quando acabar a saliva, tem que ter pólvora", criticando o democrata por suas críticas a como a gestão Bolsonaro vem gerenciando a crise ambiental na Amazônia.

"Minha esperança é que, com a nova administração de Biden, há uma oportunidade de redefinir essa relação. Sei que ele vai enfatizar que a mudança climática é real, que os Estados Unidos e o Brasil têm um papel de liderança a desempenhar", projetou Obama.