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Após se encontrar com Bolsonaro, prefeito de Miami é diagnosticado com coronavírus

Francis Suarez entregou as 'chaves da cidade' ao presidente Jair Bolsonaro no último dia 10 de Março. (Foto: Zak Bennett / AFP/ via Getty Images)

O prefeito de Miami, Francis Suarez, anunciou nesta sexta-feira (13) que foi diagnosticado com o novo coronavírus após participar de evento com o presidente Jair Bolsonaro e sua comitiva, na segunda-feira (9), na Flórida. Em entrevista ao Miami Herald, Suarez confirmou que fez o teste e que é portador do vírus.

Aos 42 anos, Suarez não está no grupo de risco -a doença é mais nociva a pessoas mais velhas- e disse que agora sua preocupação é em relação aos que interagiram com ele nos últimos dias.

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Em nota divulgada nesta sexta, o prefeito afirma que, se a pessoa não o cumprimentou ou não teve contato enquanto ele tossia ou espirrava, não há nada o que fazer agora. Mas, "se nos cumprimentamos ou eu espirrei ou tossi perto de você desde segunda-feira, é recomendável que você se auto isole por 14 dias, mas não precisa fazer teste."

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Nos EUA, grande parte dos hospitais e laboratórios têm exigido que o paciente apresente sintomas, como febre e tosse seca, e tenha tido exposição prolongada a outra pessoa diagnosticada com coronavírus para fazer o teste.

Suarez esteve com a comitiva brasileira na manhã de segunda, em um hotel de Miami, para um evento com empresários brasileiros. Ele entregou a chave da cidade nas mãos de Bolsonaro.

O secretário de Comunicação do Planalto, Fabio Wajngarten, que estava na comitiva e no evento, foi diagnosticado com coronavírus nesta quinta-feira (12) e alarmou diversas autoridades brasileiras e americanas que tiveram contato com ele na visita de Bolsonaro à Flórida.

O presidente brasileiro, por sua vez, anunciou nesta sexta que seu teste para o novo coronavírus deu negativo.

Na quinta, após a publicação da notícia sobre Wajngarten, o senador republicano Rick Scott, que também estava no evento de segunda, afirmou que estava colocando a si próprio em quarentena porque havia tido contato com as pessoas da comitiva brasileira, mas quenão havia diagnóstico sobre seu caso.

Já o senador Marco Rubio, que se encontrou com Bolsonaro em uma reunião privada no mesmo hotel mas não participou do evento na sequência, disse que está monitorando sua situação, mas não iria cumprir quarentena ou fazer exames, pois não havia entrado em contato com Wajngarten.

da FolhaPress

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