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No auge da pandemia e com hospitais em colapso, Bolsonaro imita pessoa com falta de ar para atacar Mandetta

·2 minuto de leitura
Bolsonaro simula pessoa com falta de ar ao criticar ex-ministro da Saúde - Foto: Reprodução/Facebook
Bolsonaro simula pessoa com falta de ar ao criticar ex-ministro da Saúde - Foto: Reprodução/Facebook
  • Gesto do presidente ao simular pessoa com falta de ar gerou intensa repercussão negativa

  • Horas antes, Bolsonaro chamou de "imbecil" quem pede aceleração da vacinação no país

  • No pior momento da pandemia, profissionais da saúde alertam para falta de medicamentos essenciais no combate à Covid-19 em UTIs pelo país

Durante o pior momento da pandemia do novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) simulou uma pessoa com falta de ar para atacar o seu ex-ministro da Saúde, Henrique Mandetta. A "imitação" vem num momento em que o sistema de saúde em todo o país sofre com superlotação de UTIs e até falta de medicamentos necessários para intubação com oxigênio. 

“Se você começar a sentir um negócio esquisito lá, você segue a receita do ministro Mandetta [o ex-ministro, seguindo orientação do início da crise sanitária em março de 2020], preconizava que uma pessoa com sintomas aguardasse para buscar ajuda médica]. Você vai para casa, e quando você estiver lá… Ugh, Ugh, Ugh, com falta de ar, aí você vai para o hospital”, disse o presidente, imitando uma pessoa se sufocando. A cena se deu durante uma live semanal do presidente na noite desta quinta-feira (18).

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Esse é mais um gesto de Bolsonaro que gera repercussão negativa em pleno auge da pandemia no país. Também nesta quinta-feira, ele chamou de "imbecil" quem pede uma aceleração da vacinação contra a Covid-19 no país. O Brasil vive uma escassez de imunizantes desde o começo da vacinação no país, com várias capitais sendo obrigadas a paralisar suas campanhas. 

Risco de falta de medicamentos

Foto: AP Photo/Eraldo Peres
Foto: AP Photo/Eraldo Peres

Médicos e entidades da saúde em todo o país alertam para uma potencial crise de desabastecimento de remédios essenciais usados na linha de frente do combate contra a Covid-19 em todo o país, algo que pode ser tão ou mais grave como a crise por falta de oxigênio hospitalar ocorrida em Manaus em janeiro, de acordo com alguns especialistas. 

Segundo a BBC Brasil, farmacêuticos que trabalham em hospitais paulistas passaram a relatar ao Conselho Regional de Farmácia (CRF-SP) que estoques de alguns medicamentos cruciais no tratamento de pacientes graves com covid-19 estavam ficando em nível perigosamente baixo. Situação que tem sido relatada e alertada por autoridades em todo o país. 

A falta desses medicamentos em um momento de complicação do quadro da Covid-19 pode levar a um aumento ainda maior de óbitos dos pacientes. Nessa semana, o país ultrapassou pela primeira vez a marca de mais de dois mil óbitos diários pela doença.