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Em dia com mais de 1.300 mortes por Covid, Bolsonaro pede volta do "sorriso" e da "piada"

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Foto: Andressa Anholete/Getty Images
Foto: Andressa Anholete/Getty Images

***Por Ricardo Brito, da Reuters

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sugeriu nesta quinta-feira que se volte a viver, sorrir, fazer piada, brincar e voltar aos estádios de futebol no dia em que o Brasil superou a marca de 9 milhões de casos de Covid-19 e com as mortes chegando a 221.574.

"Muito obrigado pela audiência, desculpem as brincadeiras aqui. Temos que voltar a viver, pessoal, sorrir, fazer piada, brincar, voltar aos estádios de futebol o mais cedo possível, que seja com uma quantidade menor, 20, 30% da capacidade do estádio, temos que voltar a viver, tá", disse Bolsonaro, ao encerrar sua live semanal nas redes sociais.

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Só nesta quinta-feira foram registradas 1.386 novas mortes pela Covid-19.

Na transmissão, Bolsonaro defendeu mais uma vez que se cuide dos idosos e de quem tem comorbidades.

O presidente voltou a afirmar também que uma vez aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o país seguirá comprando imunizantes contra Covid-19 "não interessa de onde veio essa vacina", depois de inúmeras vezes desdenhar da importância da vacinação e, especial, menosprezar a chinesa CovonaVac, agora parte do programa nacional de imunização.

Ainda assim, Bolsonaro exaltou o que considerou rapidez na vacinação que está sendo realizada no Brasil e ainda aproveitou para elogiar o desgastado ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

"Estamos atendendo através do trabalho criterioso do Ministério da Saúde, tendo à frente aí o nosso prezado Eduardo Pazuello, general do Exército", disse.

O titular da Saúde é alvo de um inquérito criminal no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre suposta omissão do governo federal no episódio que levou a um colapso na saúde de Manaus em razão da Covid-19.