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Jack Ma falador, PS5 mais barato, Uber feliz e outros destaques da tecnologia

Rui Maciel
·9 minuto de leitura

Bem-vindo ao nosso resumo semanal do mundo corporativo. Toda sexta-feira selecionamos as principais notícias que rolaram nos últimos dias para você ficar por dentro dos assuntos mais relevantes do momento. De estratégias de negócios até problemas judiciais, aqui você se atualiza em poucos minutos. Confira!

Finalmente uma boa notícia para o Uber

Na semana passada, comentamos que o Uber é uma daquelas empresas que não tem um minuto de paz, dada a quantidade de crises que ela enfrenta. Mas eis que, finalmente, eles algo para comemorar: nas eleições norte-americanas, os eleitores da Califórnia aprovaram de forma esmagadora a chamada Proposta 22, que permite que ambas as empresas continuem tratando seus motoristas como contratados independentes e não como trabalhadores formais.

O Uber, inclusive, chegou a dizer que se a medida não fosse aprovada, a empresa encerraria suas atividades na Califórnia. Que, aliás, é a sua sede e também o seu maior mercado.

Criada por Uber, Lyft e o serviço de entregas DoorDash, a Proposta 22 é uma medida para isentar as empresas de uma lei trabalhista estadual que as obrigaria a contratar os motoristas e pagar por assistência médica, seguro-desemprego e outros benefícios. Como uma concessão aos defensores do regime formal trabalhista, a iniciativa oferece um piso salarial e benefícios limitados aos motoristas.

Com a aprovação da medida, chega ao fim a batalha regulatória mais acirrada que Uber e Lyft já enfrentaram e abre caminho para as empresas refazerem as leis trabalhistas em todo o país. A luta opõe grupos trabalhistas e legisladores estaduais às empresas de transportes compartilhados, que gastaram US$ 200 milhões em apoio à medida.

Os responsáveis pela campanha Yes on Prop. 22 (Sim à Proposta 22 em tradução livre) comemoraram a vitória. “A Califórnia falou”, disse Geoff Vetter, porta-voz da campanha, em um comunicado à imprensa. "A Proposta 22 representa o futuro do trabalho em uma economia cada vez mais impulsionada pela tecnologia”.

Sim, teremos funcionário da Uber tomando um porre até 2021. Ou até a próxima crise chegar. O que deve ocorrer semana que vem.

Boa, Zucka! 

Semana sim, outra também, o Facebook é criticado por alguma coisa. E, na maioria das vezes, de forma merecida. Mas, também, precisamos elogiar a empresa quando ela dá uma dentro. E foi o que aconteceu nesta quarta-feira (4), quando a rede social lançamento de um programa de educação financeira para 50 mil mulheres empreendedoras do Brasil e que foram impactadas pela pandemia de Covid-19.

Desenvolvida em parceria com a Aliança Empreendedora, entidade especializada em apoiar empresas, organizações sociais e governos a desenvolver modelos de negócios inclusivos, a iniciativa começará ainda este ano e faz parte do programa do Facebook "Ela Faz História", dedicado a fomentar a participação das mulheres na economia digital.

O treinamento será ministrado em dez workshops virtuais pré-gravados, que as participantes poderão acompanhar pela plataforma "Tamo Junto". Além dos workshops, as empreendedoras terão acesso a outros dois cursos. O primeiro traz tutoriais sobre como usar as redes sociais e as mídias digitais para impulsionar seus negócios.

Já o segundo é focalizado em formalização, incluindo os conceitos e tutoriais para obtenção de um CNPJ, emissão de nota fiscal, custos e taxas. As participantes também serão preparadas para avaliar quando é necessário buscar ofertas de crédito do mercado e como obtê-las.

Os módulos do programa incluem melhores práticas para o uso do Facebook, Instagram e Messenger, planejamento financeiro, estratégias de negócios, tecnologia aplicada a finanças e administração de negócios em tempos de crise.

Os treinamentos são gratuitos e as inscrições podem ser feitas neste site. Os módulos e cápsulas de aprendizagem do curso de educação financeira do Ela Faz História também estarão disponíveis ao público em geral, a partir de hoje, neste hotsite do Facebook Business.

Clique aqui para baixar o dinheiro do príncipe nigeriano

E parece que alguém no Supremo Tribunal de Justiça (STJ), um dos órgãos máximos do Poder Judiciário do Brasil, andou clicando no que não devia. O órgão está totalmente inoperante após ter sofrido um ataque cibernético na tarde da última quarta-feira (3). Em nota oficial assinada pelo ministro Humberto Martins, a presidência do tribunal afirma que o incidente teria ocorrido durante sessões de julgamento e que a Polícia Federal foi imediatamente acionada para investigar o caso.

Informações extraoficiais adicionam que o STJ foi vítima de um ransomware — ou seja, um vírus que sequestra a máquina do alvo e criptografa todo o seu conteúdo, solicitando um resgate em dinheiro para devolver os documentos. Citando fontes anônimas, o site CISO Advisor garante que “mais de 1,2 mil” servidores, incluindo máquinas virtuais, teriam sido sequestrados pelos criminosos.

Tela com a mensagem de ataque sofrida pelo STJ (Foto: Imagem: Reprodução/O Bastidor)
Tela com a mensagem de ataque sofrida pelo STJ (Foto: Imagem: Reprodução/O Bastidor)

Além disso, outros órgãos públicos sofreram ataques digitais na fatídica tarde da última quinta-feira (05). O Ministério da Saúde também perdeu acesso a todos os seus sistemas de comunicação na manhã desta quinta-feira (5). Segundo o Correio Braziliense, a suspeita também é de ataque cibernético, sendo que a equipe de TI já teme perda ou exposição indevida de dados de natureza médica caso tal suposição se confirme.

Já a Secretaria de Economia do Distrito Federal também publicou, nesta quarta-feira, um breve comunicado afirmando ter identificado “uma tentativa de ataque de hackers” aos sistemas do Governo do Distrito Federal (GDF), a rede GDFNet, e que teria removido todos os seus servidores do ar como precaução.

Para o alto e avante!

E eis que o Mercado Livre está mostrando que chega (muito) forte para brigar com gigantes como Magalu, Amazon e B2W no e-commerce brasileiro. O marketplace anunciou investimento em uma frota própria de aviões para a realização de entregas no território brasileiro. Serão quatro aeronaves operadas por companhias aéreas nacionais. Elas devem aumentar consideravelmente a capacidade de envio dos pacotes e reduzirão o tempo de entrega.

Ainda que o Mercado Livre não tenha divulgado quanto gastou na frota, o fato é que a companhia deve investir R$ 4 bilhões no Brasil esse ano. A operação já tem até nome: Meli Air. O objetivo a partir desta divisão é ambicioso: entregar a maioria de seus produtos aos seus clientes em até 24 horas. Além disso, os aviões são pintados e adesivados com as marcas da companhia, servindo também como uma associação a atributos como confiança e eficiência logística, nas palavras da companhia. Se ficaram bonitos é outra história.

Segundo um executivo da companhia, o objetivo do investimento é ter a melhor operação logística do Brasil. E, claro, a empresa está de olho no crescimento exponencial do comércio eletrônico, que aumentou 47% apenas no primeiro semestre deste ano, muito graças à pandemia de COVID-19.

Menos boletos, mas ainda dói

Em um 2020 dos mais hostis, uma boa notícia: o governo federal reduziu o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Com isso, o preço dos videogames de nova geração tiveram o seu preço reduzido em cerca de 6%.

O Decreto 10.532 foi publicado no Diário Oficial da União no último dia 27 de outubro. A medida diminui as alíquotas do IPI de 40% para 30% sobre consoles e máquinas de jogos de vídeo; e de 32% para 22% sobre partes e acessórios. Ainda reduz de 16% para 6% a alíquota sobre máquinas de jogos de vídeo com tela incorporada, portáteis ou não, e suas partes.

Dessa forma, o PlayStation 5 Digital Edition sairá por R$ 4.199 (antes, custava R$ 4.499); já o PlayStation 5 com leitor Blu-ray Ultra HD passa a custar R$ 4.699, sendo que seu preço anterior era R$ 4.999.

A Microsoft já tinha reduzido os preços dos novos Xbox. O Series X vai passar de R$ 4.999 para R$ 4.599 e o Xbox Séries S teve seu preço reduzido de R$ 2.999 para R$ 2.799.

Tanto Sony, quanto Microsoft afirmaram ainda que quem pagou o valor original pelos consoles será reembolsado pelas varejistas, que devem entrar em contato com os consumidores nos próximos dias. E sim, você terá um ou dois boletos a menos. Mas ainda tá caro.

而本週的餡餅將... (Traduzindo: E a torta de vacilo da semana vai para...)

Jack Ma. O lendário fundador do grupo Alibaba achou que já era "brother" o suficiente do governo chinês a ponto de poder tecer críticas aos sistemas regulatório e bancário do país. E foi isso o que ele fez no último dia 24 de outubro, em uma reunião de cúpula realizada em Shangai.

Na ocasião, Ma afirmou que "o sistema regulatório chinês estava sufocando a inovação e deve ser reformado para fomentar o crescimento". De quebra, ainda disse que "os bancos chineses operavam com uma mentalidade de “casa de penhores”. O detalhe: essas palavras foram ditas diante do establishment financeiro, regulatório e político da China.

Grande erro. ENORME!

Por quê? Porque quem conhece o mínimo do modus operandi do governo chinês - dominado pelo Partido Comunista - sabe que eles são bem generosos na hora de investir, mas não são exatamente receptivos com críticas. Isso vale até mesmo para magnatas do porte de Jack Ma.

Depois das broncas públicas de Ma, o governo ficou mordido. O resultado disso: eles resolveram esquecer que Jack Ma era um orgulho nacional por criar um império tecnológico do zero e, basicamente, pediram para ele, como se diz no jargão corporativo, "abrir as planilhas" do Ant Group, fintech do grupo Alibaba, que é considerada a startup mais valiosa do mundo e que se preparava para realizar a sua Oferta Pública Inicial (IPO, na sigla em inglês) nas bolsas de Xangai e Hong Kong. A estimativa era que ela levantasse US$ 37 bilhões na venda de seus papeis, se tornando o maior IPO da história.

A ofensiva estatal chinesa veio dos mais diversos órgãos financeiros e regulatórios do país e atingiu o Ant Group nas mais diversas frentes. Inclusive em uma de suas principais fontes de receita: a de empréstimos online para o consumidor e pequenas empresas. Além disso, reguladores estaduais começaram a compilar relatórios, incluindo um sobre como a fintech havia usado produtos financeiros digitais como o Huabei, um serviço de cartão de crédito virtual, para incentivar os pobres e os jovens a acumular dívidas.

Para além do forte escrutínio nos meandros do Ant Group, o governo chinês ainda passou a endurecer as regras que afetam boa parte dos negócios da fintech. Resultado: na última terça-feira, a empresa anunciou a suspensão do seu IPO, para “abraçar” a nova regulamentação do país asiático. A data de quando a oferta de ações ocorrerá não foi divulgada. Mas especialistas apostam que vai demorar mais uns bons meses.

A cereja desse indigesto bolo recai sobre Jack Ma. Sua língua grande, além de suspender o IPO da Ant Group (e o colocar na mira pouco piedosa do governo chinês), impediu que ele adicionasse, pelo menos US$ 27 bilhões ao seu patrimônio líquido.

Como diriam os sábios anciãos chineses: 魚在嘴裡死了 (traduzindo: O peixe morre pela boca).

Fonte: Canaltech

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