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"Já acertaram a fraude para 2022?", diz Bolsonaro ao defender voto impresso

Marcelo Freire
·2 minuto de leitura
Jair Bolsonaro durante live em 7 de janeiro de 2021 (Reprodução)
Jair Bolsonaro durante live em 7 de janeiro de 2021 (Reprodução)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a defender a utilização do voto impresso nas eleições de 2022, fazendo referência às acusações não comprovadas – e descartadas pela Justiça dos Estados Unidos – de Donald Trump de que houve fraude em sua derrota para Joe Biden na votação presidencial americana.

Aliado de Trump, Bolsonaro afirma que o comprovante em papel de voto se faz necessário como uma forma de auditoria das eleições no Brasil. O presidente já afirmou, sem nunca apresentar provas, de que houve fraude nas urnas eletrônicas em pleitos anteriores no país.

Bolsonaro não citou diretamente a invasão de apoiadores de Trump ao Congresso americano na quarta-feira (6) durante a certificação de Biden como novo presidente. O presidente brasileiro disse que "não entraria no mérito" da discussão sobre as acusações de fraude, mas afirmou, em relação à eleição americana, que "o problema é a desconfiança e a falta de transparência".

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Ele também declarou que "lá se pode fazer auditoria e mesmo assim resolveram não fazer", apesar de dois estados fundamentais para a vitória de Biden – Geórgia e Wisconsin – terem passado por processos de recontagem que confirmaram a derrota de Trump para o democrata.

"Dizem que é problema deles. É problema deles, mas a gente não pode permitir em 2022 uma eleição que não pode ser auditada. Quem acredita que o voto eletrônico vale, tudo bem, não vou discutir. Mas tem muita gente que não acredita, e temos que respeitar esse lado. Custa alguma coisa ter o voto impresso ao lado da urna eletrônica?", questionou.

Em seguida, Bolsonaro adotou discurso agressivo, questionando se já havia alguma fraude "acertada" para 2022.

"Houve desconfiança? Pode ser auditadas essas seções. Qual o problema? Estão com medo? Já acertaram a fraude para 2022? Eu só posso entender isso daí. Eu não posso esperar chegar em 22 para começar a reclamar. Temos que aprovar o voto impresso."

Bolsonaro também disse que é antigo defensor do comprovante em papel do voto e criticou o Supremo Tribunal Federal por ter julgado inconstitucional a medida após o Congresso ter aprovado a impressão do voto durante a minirreforma eleitoral promulgada em 2015. "É uma interferência", disse o presidente, sobre a ação do STF.

Segundo ele, quem deveria decidir a questão é o Congresso Nacional. "Há um projeto que, se for votado e aprovado, vai ser promulgado. Se for promulgado, vai ser cumprido e ponto final. Vamos ter o voto impresso. Se o Congresso não aprovar, vamos nesse voto eletrônico e ver que bicho vai dar em 2022", disse.