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Júpiter, Saturno, Urano e Netuno: veja belas novas fotos tiradas pelo Hubble

·3 min de leitura

O telescópio espacial Hubble, fruto de uma colaboração entre a NASA e a Agência Espacial Europeia (ESA), acaba de completar mais de uma “grand tour” observando o Sistema Solar externo, onde ficam os planetas gigantes gasosos. Apesar de vários outros instrumentos já terem feito imagens desses planetas ao longo dos 50 anos, suas atmosferas gasosas e coloridas estão em constante mudança. Portanto, nada mais justo do que apontar as câmeras do Hubble para eles e, assim, encontrar novas surpresas nestes planetas.

As novas imagens dos planetas revelam algumas mudanças extremas, juntamente com outras mais sutis ocorrendo nos planetas distantes do nosso sistema. Ao contrário do que ocorre nos planetas rochosos como a Terra e Marte, que estão mais próximos do calor do Sol, os planetas gasosos são formados principalmente por hidrogênio, hélio, amônia, metano e outros gases, envolvendo um núcleo quente e compacto.

Os registros são parte de mapas anuais desses mundos, produzidos a partir do programa Outer Planets Atmospheres Legacy (ou “OPAL”, na sigla em inglês). Todos os anos, o programa proporciona visões globais dos planetas externos através do “olhar” do Hubble, para os cientistas procurarem mudanças em suas tempestades, ventos e nuvens.

Por exemplo, as observações de Júpiter realizadas ao longo deste ano mostram as mudanças de sua atmosfera turbulenta, que já abriga novas tempestades. Há também mudanças na zona equatorial do planeta, que agora mostra uma cor laranja considerada pouco usual pelos pesquisadores. Já acima desta região, os pesquisadores notaram células alongadas de novas tempestades, com aparência que varia em função das propriedades físicas dos vórtices. Por fim, eles descobriram também a “Mancha Vermelha Jr.”, uma tempestade abaixo da Grande Mancha Vermelha.

Júpiter fotografado pelo Hubble (Imagem: Reprodução/NASA, <span>ESA</span>, A. Simon/M.H. Wong/OPAL team)
Júpiter fotografado pelo Hubble (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, A. Simon/M.H. Wong/OPAL team)

Já as observações de Saturno mostram mudanças de cor rápidas e extremas nas faixas do hemisfério norte do planeta, que variaram em relação às imagens de 2019 e 2020. As imagens mostram também o inverno no hemisfério sul, marcado por um tom azulado.

Saturno fotografado pelo Hubble (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, A. Simon/M.H. Wong/OPAL team)
Saturno fotografado pelo Hubble (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, A. Simon/M.H. Wong/OPAL team)

Em Urano, por outro lado, o destaque ficou no polo norte do planeta, que está brilhando: a região está passando pela primavera, e o brilho pode vir pelo aumento da luz ultravioleta. Esse fenômeno também pode ser causado por mudanças na opacidade do metano atmosférico ou até variações nas partículas de aerossol.

Urano fotografado pelo Hubble (Imagem: Reprodução/NASA, ESA/A. Simon/M.H. Wong/OPAL team)
Urano fotografado pelo Hubble (Imagem: Reprodução/NASA, ESA/A. Simon/M.H. Wong/OPAL team)

Por fim, as observações de Netuno mostraram que a mancha escura do planeta continua visível, junto do hemisfério norte esquecido. Os registros mostraram ainda um círculo alongado e escuro cercando o polo sul do planeta. Tanto Netuno quanto Urano têm tom azul característico por dois efeitos: um deles é a absorção da luz vermelha em suas atmosferas, e o outro é a dispersão de Rayleigh, o mesmo mecanismo responsável pela cor azul do céu da Terra.

A dispersão de Rayleigh depende bastante do comprimento de onda da luz em questão, de modo que luzes com menores comprimentos de onda são mais dispersas. Na prática, as partículas da atmosfera dispersam mais a luz violeta do que a azul. Como nossos olhos são mais sensíveis à luz azul e parte do violeta acaba absorvido pela atmosfera superior, vemos o céu em tons de azul. Por outro lado, quando o Sol está se pondo ou nascendo, a luz precisa atravessar mais moléculas até alcançar os nossos olhos — nisso, ainda mais da luz azul e violeta é dispersada, permitindo que os tons de vermelho e amarelo apareçam.

Netuno fotografado pelo Hubble (Imagem: Reprodução/NASA, ESA/A. Simon/M.H. Wong/OPAL team)
Netuno fotografado pelo Hubble (Imagem: Reprodução/NASA, ESA/A. Simon/M.H. Wong/OPAL team)

Fonte: Canaltech

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