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Do júnior ao sênior: como a Fiserv atrai profissionais de TI em todos os níveis

·8 minuto de leitura

Não é exatamente uma novidade que as empresas mundo afora estão disputando a tapa profissionais de tecnologia. Apenas no Brasil, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), até 2024, 421 mil postos de trabalho serão criados no setor no país. No entanto, os cursos superiores da área formam menos de 50 mil profissionais da área anualmente. Ou seja, falta (muita) gente nesse mercado.

Por isso, as empresas precisam ser cirúrgicas na hora de atrair talentos para os seus quadros. E isso envolve não apenas oferecer bons salários e benefícios, mas também planejamento na contratação, o que envolve um alinhamento entre as áreas de TI e Recursos Humanos. E, nesse último, o setor exige cada vez mais profissionais com conhecimentos específicos para que a seleção de candidatos seja certeira.

E é aí que entra o tech recruiter, um profissional de RH especializado na contratação de talentos para a área de tecnologia. Este especialista consegue entender não apenas as chamadas soft skills, mas também as hard skills (conhecimentos específicos em TI), para que o candidato esteja alinhado com os projetos de transformação digital da companhia.

E para explicar como funciona o processo de contratação de profissionais para sua área de TI, o Canaltech conversa semanalmente com tech recruiters das maiores empresas do Brasil, além de startups. No papo, eles explicarão como todo processo é realizado, quais os perfis mais buscados e como essas companhias atraem — e retêm —esses talentos.

E na edição de hoje, nós conversamos com Fernanda Pacheco, VP de RH para Latam da Fiserv, provedor global de tecnologia que atende empresas do setor financeiro, impulsionando a inovação em pagamentos, serviços de processamento, risco e conformidade, gerenciamento de clientes, canais e percepções e otimização de negócios.

E na entrevista, ela fala como a empresa seleciona os profissionais de TI, o papel dos tech recruiters, o processo de recrutamento e muito mais.

Confira como foi o papo:

Canaltech - Atualmente, como está o ritmo de contratações de profissionais de TI pela Fiserv? A empresa tem planos de crescimento na área para os próximos meses?

Fernanda Pacheco: Posições em TI são as que mais temos, seja para o desenvolvimento de novos projetos, para entrega de produtos e serviços aos nossos clientes, infraestrutura ou reposição de vagas. No Brasil, contratamos em média 20 posições de TI por trimestre. O mesmo ritmo vemos nos demais países da América Latina, em especial na Argentina onde também temos um centro de desenvolvimento de tecnologia.

Além disso, vamos abrir 200 posições até o final de 2021, visando apoiar o crescimento do negócio na região. Atualmente são mais de 30 posições para contratação imediata, principalmente para as áreas técnicas e de desenvolvimento de produtos.


CT - Ao iniciar o processo de contratação de profissionais de TI, como é feito o planejamento entre o RH e a área de Tecnologia da Fiserv? Que informações são trocadas entre os dois setores?

F.P.: Temos alguns momentos para isso. Primeiro, durante a discussão de orçamento do ano, quando definimos em conjunto as necessidades básicas. Depois, ao longo do ano, a cada projeto vendido e/ou aprovado. Temos uma relação muito próxima e diariamente vamos alinhando as prioridades e perfis. Focamos, obviamente, nas habilidades técnicas necessárias, mas principalmente em como as novas posições se encaixarão na estrutura – habilidades soft para melhor aderência cultural e à equipe, nível de expertise etc.

Essa é uma fase sensível do processo, as duas áreas (RH e TI) precisam estar em total sintonia, porque atraso na contratação gera impacto direto na entrega dos projetos, nossos HRBPs estão próximos do negócios e na medida do possível antecipam as necessidades de talentos.


CT - Que conhecimentos o profissional de RH da Fiserv hoje tem para selecionar profissionais de TI para os quadros da empresa? Ele tem acesso a algum tipo de curso para poder selecionar com mais propriedade para essa área?

F.P.: Buscamos contratar recrutadores com experiência em busca de profissionais de TI. Porém, até a competitividade por esses profissionais aumentou muito. Criamos um programa interno de formação de recrutadoras que começa pelo onboarding de negócios da empresa, nossas ferramentas de recrutamento internas e externas e a compreensão do ciclo de tecnologia. Também reforçamos nosso treinamento focado na experiencia do candidato, pois durante o processo seletivo o candidato de TI está conversando com diversas empresas.

Além disso, estamos continuamente reciclando conhecimentos e compartilhando melhores práticas entre os times regionais e locais. Também contamos com parceiros especializados para projetos específicos e com o apoio dos gestores e sua rede de relacionamento. Mas o mais importante, para nós, são as competências pessoais e alinhamento dos candidatos aos nossos valores, e esse é o principal foco do nosso time de recrutamento.


CT - E o que a Fiserv busca hoje, de forma geral, em um profissional de TI? A empresa prefere investir em um profissional mais, por assim dizer, pronto? Ou opta por alguém que possa ser moldado dentro de casa? Ou há espaço para esses dois perfis?

F.P.: Há espaço para todos os perfis e depende muito do momento e da necessidade. Para um projeto com data de implementação, em geral, buscamos profissionais mais “prontos”. Mas também investimos em formação de novos talentos e em inclusão. Agora mesmo estamos em processo de entrevista com 20 profissionais do programa Incluyeme para os quais patrocinamos bolsas de formação técnica – são profissionais com necessidades especiais para os quais oferecemos uma formação técnica básica e vamos continuar desenvolvendo competências em casa.

Infelizmente não temos ninguém desse programa no Brasil, mas aqui também estamos trabalhando em programas similares, além de um novo programa de formação de jovens talentos para áreas técnicas. A escassez de profissionais prontos no mercado brasileiro obrigou, de uma maneira geral, as empresas a investirem em formação. Temos muitos jovens profissionais trabalhando lado-a-lado com técnicos mais experientes, o que é bom para eles e para a empresa.


CT - De forma geral, como funciona o processo seletivo de um profissional da área de Tecnologia na Fiserv? Por quantas etapas o candidato passa antes de ser contratado?

F.P.: O processo usualmente inclui três ou quatro etapas – um filtro inicial de currículos via banco de dados, referências, indicações etc., entrevista com Recursos Humanos e em seguida duas entrevistas na área contratante, uma com o gestor direto e outra com um par ou alguém que vai atuar próximo ao candidato. Essa área exige um processo mais ágil pela competitividade que estamos vivendo.


CT - Como a Fiserv vem lidando com a escassez de profissionais de TI no mercado? Quais os cuidados a empresa vêm tomando para acertar no perfil do profissional contratado?

F.P.: Nossos focos são a contratação assertiva, retenção e formação. A contratação assertiva é aquela que garante a aderência do perfil, propósito e objetivos do candidato ao que a companhia oferece. Esse alinhamento de propósitos e valores é fundamental na retenção, mas também trabalhamos com remuneração diferenciada a longo prazo e ações que não só aumentam o comprometimento do colaborador ao resultado da empresa, como garantem um futuro em que todos ganham ao trabalhar em parceria por objetivos comuns.

E, como mencionei, temos vários programas de formação específicos encaminhados, desde a seleção e contratação de jovens talentos potenciais para nosso programa de Analistas Técnicos, com 25 vagas na região (10 no Brasil), passando pelos programas de inclusão social e racial (Kiriku) e de pessoas com capacidades especiais (SerMais). Também ampliamos nossos parceiros de recrutamento que são especializados em tech recruiting e estamos realizando mapeamentos pró-ativos para posições mais críticas buscando, assim, garantir a agilidade que o negócio precisa.


CT - E como a Fiserv trabalha com a retenção de talentos em uma área tão disputada e onde o índice de turnover é considerado alto?

F.P.: Os pontos básicos são remuneração competitiva e pacote de benefícios alinhado às expectativas da nossa população, ambiente de trabalho desafiador e projetos inovadores. Quem trabalha em TI quer estar sempre aprendendo e trabalhando com tecnologia de ponta, que agregue valor ao cliente e ao mercado. Isso é o que fazemos diariamente. Estamos transformando a indústria de meios de pagamentos na região e isso engaja demais.


CT - Com o trabalho remoto ampliado devido à pandemia de Covid-19, abriu-se espaço para que as empresas contratem profissionais de todas as partes do país. A Fiserv trabalha com esse modelo de Anywhere Office? Em caso positivo, ela vale também para profissionais do exterior ou fica restrito ao Brasil?

F.P.: Trabalhamos muito alinhados em toda a estrutura da América Latina, então temos plataformas alocadas no Brasil que provém serviços para outros países, plataformas alocadas na Argentina que provém serviços para o Brasil e outros, e plataformas internacionais. Portanto, o país de alocação do associado é muito menos relevante para nós do que em outras empresas, temos bastante flexibilidade nesse sentido.

O trabalho remoto também foi algo que provamos e adotamos (continuamos 100% remotos). No retorno aos escritórios queremos todos juntos para podermos integrar times inteiros contratados nos últimos dois anos, mas sempre teremos profissionais 100% remotos de acordo com a função e necessidade.


CT - Hoje, qual a remuneração média oferecida pela Fiserv nos níveis Júnior, Pleno e Sênior em sua área de TI? Os colaboradores também têm pacote de benefícios?

F.P.: É muito desafiador falar de médias em um mercado que tem uma imensa granularidade, e algumas tecnologias – mesmo nos níveis júnior, pleno e sênior – requerem remunerações totalmente distintas. Podemos dizer que pagamos igual ou acima do mercado nas tecnologias que usamos, e temos um excelente pacote de benefícios, incluindo plano de saúde top, plano odontológico, seguro de vida, previdência privada, pacote de wellness com programa de assistência aos associados (psicológica, jurídica, financeira), horário flexível, VR, VT etc.

E realizamos pesquisas salariais constantemente inclusive focadas no mercado Tech para monitorar nossa competitividade.

E a Finserv está com diversas vagas abertas e anuncia novas posições constantemente. Acesse a página de carreiras da empresa, veja quais oportunidades se encaixam em seu perfil profissional e boa sorte!

Fonte: Canaltech

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