Mercado fechado
  • BOVESPA

    121.800,79
    -3.874,54 (-3,08%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.868,32
    -766,28 (-1,48%)
     
  • PETROLEO CRU

    73,81
    +0,19 (+0,26%)
     
  • OURO

    1.812,50
    -18,70 (-1,02%)
     
  • BTC-USD

    42.285,89
    +540,64 (+1,30%)
     
  • CMC Crypto 200

    955,03
    +5,13 (+0,54%)
     
  • S&P500

    4.395,26
    -23,89 (-0,54%)
     
  • DOW JONES

    34.935,47
    -149,06 (-0,42%)
     
  • FTSE

    7.032,30
    -46,12 (-0,65%)
     
  • HANG SENG

    25.961,03
    -354,29 (-1,35%)
     
  • NIKKEI

    27.283,59
    -498,83 (-1,80%)
     
  • NASDAQ

    14.966,50
    -71,25 (-0,47%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,1880
    +0,1475 (+2,44%)
     

Já ouviu falar em transplante de cocô? Ele pode ajudar a combater COVID!

·2 minuto de leitura

Você já ouviu falar no transplante de fezes? A prática, ainda incomum no mundo da medicina, é feita para aumentar a resposta imunológica do organismo com a inclusão de um agrupamento de micróbios saudáveis para o microbioma do intestino. Agora, o método pode ser uma opção para o tratamento da COVID-19.

Para que seja feito o transplante, é preciso que haja a doação de fezes, que são posteriormente analisadas, processadas e embaladas em uma pílula que será ingerida. O doador precisa ser uma pessoa que tenha um microbioma parecido com quem vai receber o excremento, contando com bactérias que sejam necessárias para cada habitat.

A ideia de tratar a COVID-19 com o transplante fecal, conhecido também como terapia bacteriana, surgiu com a experiência de dois pacientes que foram infectados pelo coronavírus e que também tiveram uma doença estomacal. Cada uma dessas pessoas recebeu o transplante de fezes e, pouco tempo depois, os sintomas desapareceram.

<em>Imagem: Reprodução/Sincerely Media/Unsplash</em>
Imagem: Reprodução/Sincerely Media/Unsplash

Os casos

O primeiro caso a ser tratado com o transplante fecal foi um homem de 80 anos que sofria com uma inflamação no intestino chamada clostridiose, causada por bactérias do gênero Clostridium, que aparecia de forma recorrente, e que depois teve sintomas de pneumonia que também indicavam a infecção pelo SARS-CoV-2. Além do transplante fecal, o paciente foi tratado com plasma convalescente e com remdesivir.

Os pesquisadores ficaram surpresos ao ver que os sintomas de COVID-19 do paciente desapareceram de forma rápida, enquanto os outros tratamentos não aparentavam ter eficácia na recuperação da doença.

Já o segundo caso foi de um jovem de 19 anos que sofre de uma doença chamada colite ulcerativa e que estava em tratamento com medicamentos imunossupressores, sofrendo também com episódios constantes de clostridiose. Ele recebeu o transplante fecal e, pouco depois, começou a ter sintomas da COVID-19, o que foi confirmado com um teste PCR. Esses sintomas, no entanto, desapareceram sem qualquer tratamento específico.

<em>Imagem: Reprodução/tang/rawpixel</em>
Imagem: Reprodução/tang/rawpixel

Em ambos os casos, os médicos tiveram a certeza de que o coronavírus não foi contraído devido ao transplante fecal, uma vez que o material foi testado para o vírus antes da ingestão. Os especialistas acreditam que a explicação para que nenhum paciente desenvolvesse sintomas graves da COVID-19 foi o transplante de fezes. "Mitigou os resultados mais adversos, potencialmente através do impacto das interações entre os microbiomas e a imunidade", diz o estudo.

Os cientistas deixam claro que o resultado do estudo não é uma resposta definitiva sobre o tratamento da COVID-19 através do transplante fecal, mas que se trata de uma questão que merece ser investigada com mais atenção. "Esses dados nos fazem especular que a manipulação do microbioma intestinal merece ser mais explorada como uma estratégia imunomoduladora na COVID-19", conclui a pesquisa.

O estudo completo está disponível na revista científica Gut.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech:

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos