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Itapemirim não está sozinha: relembre outras aéreas que quebraram

·3 min de leitura
Itapemirim teve de interromper operação de seus voos na última semana, por conta de dificuldades financeiras (Getty Images)
Itapemirim teve de interromper operação de seus voos na última semana, por conta de dificuldades financeiras (Getty Images)
  • Setor da aviação é um dos mais rígidos financeiramente

  • Itapemirim enfrentava problemas com a Anac desde o início de suas operações

  • Empresa não foi a primeira - e deve estar longe de ser a última - a encerrar suas atividades

Ao longo dos últimos anos, famosas companhias aéreas surpreenderam ao anunciar o fim de suas respectivas atividades - a mais recente delas, foi a Itapemirim, que interrompeu a operação de seus voos na última sexta-feira (17). Isso se deve, principalmente, ao fato de o setor aéreo fazer parte de uma das indústrias mais rígidas na questão financeira - cujas empresas operam com as margens mais apertadas. Quando se fala de Brasil, isso ainda é amplificado por conta do efeito cambial e das incertezas macroeconômicas.

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Tragédia anunciada?

A aérea ITA, do grupo Itapemirim, encerrou suas atividades com menos de seis meses de operação. Criada por um grupo de transporte rodoviário que está em recuperação judicial, a entrada em um setor que exige forte capacidade de investimento já poderia indicar tal desfecho. Vale lembrar que, já no início de suas operações, a empresa chegou a enfrentar alguns problemas com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac): primeiro por vender mais passagens do que assentos disponíveis em seus aviões; e depois com denúncias de atrasos salariais e nos benefícios de sua tripulação.

Crise de companhias aéreas

Como foi dito, a ITA não foi a primeira e deve estar longe de ser a última empresa a encerrar suas atividades. Nomes famosos já passaram pelo mesmo problema, relembre:

Vasp: a Viação Aérea São Paulo (Vasp) foi criada ainda na década de 1930, operando como companhia estatal durante boa parte de sua história. Até que, em 1990, foi privatizada e arrematada pelo empresário Wagner Canhedo, quando começou a fazer viagens internacionais. O problema é que, a partir dos anos 2000, passou a enfrentar dificuldades financeiras até entrar em processo de recuperação judicial em 2005. Três temporadas depois, faliu.

TransBrasil: fundada em Santa Catarina na década de 1950, por Omar Fontana, filho do fundador da Sadia, Attilio Fontana, a TransBrasil se tornou uma das maiores companhias do país entre os anos 1970 e 1980 - chegando a explorar voos internacionais na década seguinte, em 1990. Mas, quase que ao mesmo tempo da Vasp, entrou em dificuldades financeiras na segunda metade dessa década e teve a falência decretada no começo de 2002.

Varig entrou em recuperação judicial em 2005, e menos de cinco anos depois encerrou suas atividades (REUTERS/Paulo Whitaker)
Varig entrou em recuperação judicial em 2005, e menos de cinco anos depois encerrou suas atividades (REUTERS/Paulo Whitaker)

Varig: talvez a mais famosa companhia aérea que atuou no Brasil - e uma das maiores do mundo, sendo até reconhecida pela excelência do seu serviço em rodas internacionais -, a Varig foi fundada em 1927 e estava indo tudo bem. O problema é que, a partir da década de 1990, passou a operar no vermelho e chegou a ampliar sua dívida em incríveis 4 bilhões de reais no começo dos anos 2000. Nesse período, enfrentou também a concorrência das companhias Gol e TAM, entrando em recuperação judicial em 2005 e menos de cinco anos depois encerrou suas atividades.

Avianca Brasil: conhecida anteriormente como OceanAir, a Avianca Brasil tinha o mesmo controlador da colombiana Avianca Holdings, que continua a operar. Essa companhia passou a ganhar notoriedade e bater as concorrentes Latam e Gol por voar para poucas rotas, mas com um serviço de excelência. A questão é que a Avianca não conseguiu se manter neste nível e entrou com pedido de recuperação judicial em dezembro de 2018, com dívidas depois reconhecidas de R$ 2,7 bilhões. Em 2020, acabou com a falência decretada.

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