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Itaúsa quer ter portfólio de 10 a 12 empresas nos próximos 4 anos, diz Setubal

Talita Moreira
·5 minutos de leitura

Investimentos almejados pelo grupo giram na faixa de R$ 1,5 bilhão a R$ 2 bilhões, segundo o presidente da holding Em busca de diversificação, a Itaúsa pretende ter entre 10 e 12 companhias em seu portfólio num período de três ou quatro anos, afirmou nesta quarta-feira o presidente da holding, Alfredo Setubal. Os investimentos almejados pelo grupo são grandes, na faixa de R$ 1,5 bilhão a R$ 2 bilhões, acrescentou o executivo durante evento anual da Itaúsa com investidores. De acordo com ele, interessam ao grupo empresas que tenham possibilidade de crescer, gerem caixa, paguem dividendos, e se encaixem nos valores de governança e socioambientais da Itaúsa. Outro requisito é que a Itaúsa possa entrar no bloco de controle e ter influência sobre a gestão. Investimentos no exterior também estão descartados. “Somos do Brasil e temos foco no Brasil”, disse. O executivo reconheceu que a combinação de todos esses elementos não é simples, mas ponderou que a Itaúsa não tem pressa e que se não for possível encontrar esses ativos a holding fica como está e distribui mais dividendos. Segundo o executivo, há dois ou três investimentos no radar neste momento. São operações cujo crescimento pode ser alavancado com aporte primário da holding, acrescentou, sem detalhar. De acordo com ele, a companhia está em busca de diversificação, mas não pretende que haja uma diluição relevante do peso que o Itaú Unibanco tem em seus resultados. “Vemos o Itaú como um grande ativo da Itaúsa. Não queremos diluição relevante”, disse. “O banco vai passar por essa onda de digitalização e vai sair fortalecido, com participação grande de mercado nos próximos anos.” Setubal explicou que o tíquete médio de R$ 1,5 bilhão a R$ 2 bilhões previsto para investimentos da Itaúsa não é algo engessado - pode ser maior. O importante, segundo ele, é que sejam investimentos no bloco de controle de empresas familiares brasileiras. Para o executivo, aportes nessa faixa são relevantes no Brasil, mas pouco significativos para adquirir ativos no exterior. Alfredo Setubal, presidente da Itaúsa, considera exagerado o desconto das negociações da holding na bolsa Ana Paula Paiva/Valor Setubal descartou fazer investimentos em startups e fintechs e disse que tudo o que for do setor financeiro fica a cargo do Itaú Unibanco. “A Itaúsa está mais voltada aos setores industrial e de serviços”, afirmou. Ele apontou o segmento de energia como um dos que estão no radar da Itaúsa. A companhia aguarda a aprovação do Cade para o investimento que fez na Copagaz, que lhe dará 49% da empresa resultante, a NTS. Quando isso acontecer, o primeiro passo será reduzir o endividamento dessa operação, mas em três ou quatro anos será possível pensar em outros investimentos no setor de energia, e não apenas no segmento de GLP. O presidente da holding mencionou ainda os segmentos de educação, saúde e saneamento. De acordo com Setubal, a companhia participa neste momento de 18 a 20 processos não vinculantes (acordos de confidencialidade, ou NDA na sigla em inglês) de fusões e aquisições. Desses, a companhia tem a expectativa de que uns dois ou três resultem em investimento, o que não necessariamente acontecerá ainda em 2020. “Até uns anos atrás, a gente tinha um portfólio estático e não éramos vistos pelos bancos de investimento e pelos gestores de private equity como investidores”, afirmou a jornalistas. “Agora, a gente entrou no circuito.” Setubal também apontou o setor de energia limpa como outro dos que interessam à Itaúsa. Nesse caso, eventuais investimentos deverão ser feitos por meio da Copagaz, que o grupo pretende transformar numa plataforma com atuação além do GLP. O executivo disse que, antes disso, a companhia aguarda a aprovação da transação envolvendo Copagaz e Liquigás pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Depois disso, deverá ser feita uma emissão de R$ 1,4 bilhão em debêntures. O executivo reiterou ainda que pretende fazer com que a Copagaz se torne, nos próximos anos, uma plataforma de energia - e não apenas de operações de GLP. Ainda de acordo com Setubal, o grupo tem interesse em exercer o direito de preferência na compra dos 10% do NTS colocados à venda pela Petrobras. Valor de mercado De acordo com Setubal, as companhias investidas “geram muito valor para o acionista” e, portanto, as ações da holding têm sido negociadas com desconto na bolsa. O executivo destacou que o valor líquido dos ativos do portfólio está em R$ 96,4 bilhões, enquanto o valor de mercado da Itaúsa é de R$ 79,3 bilhões, o que representa um desconto de 17,7%. Embora esse percentual venha se reduzindo, Setubal o classificou ainda como “exagerado” e o atribuiu a dois fatores. Um deles é tributário, pois a companhia recebe juros sobre o capital próprio das empresas do portfólio e acaba retendo impostos, o que acaba sendo menos eficiente para os acionistas. “A nova proposta do governo minimiza bastante esse impacto. Vamos ver como vai ser aprovada no Congresso”, ponderou. O outro motivo são os custos da própria holding, que neste ano devem girar entre R$ 350 milhões e R$ 400 milhões para manter a estrutura da empresa. “O desconto deveria ser muito menor, porque as companhias em que a gente participa estão criando muito valor para acionistas”, disse. Setubal destacou ainda que preocupações socioambientais estão presentes no grupo há décadas, e lembrou que o Itaú, a holding e as famílias doaram R$ 1,5 bilhão na pandemia.