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Itaú desacelera na Argentina e espera para ver como cenário vai evoluir

Talita Moreira

Banco também tem operações no Chile, mas não vê impacto relevante de protestos O Itaú Unibanco ainda não sentiu impacto dos protestos no Chile nas suas operações locais, mas já desacelerou na Argentina e pode reduzir ainda mais o apetite de crédito dependendo de como a economia evoluir no país.

“Estamos há muitos anos na Argentina e, em função da grande volatilidade lá, nunca nos encorajamos a crescer mais forte, sempre tivemos uma operação relativamente pequena no país. Isso ocorreu de novo agora no meio do ano”, afirmou nesta quarta-feira o presidente do Itaú, Candido Bracher, a jornalistas.

“Temendo que pudesse haver mudanças que prejudicassem o crescimento econômico, reduzimos nosso ritmo de crescimento na Argentina”, acrescentou.

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Segundo Bracher, a postura agora é de “esperar para ver como as coisas vão evoluir”, para então decidir se o banco aumenta seu apetite de crédito na Argentina ou recua ainda mais.

As declarações fazem referência à eleição do kirchnerista Alberto Fernández no pleito presidencial argentino.

Em relação ao Chile, onde o Itaú tem uma operação grande em razão da aquisição do CorpBanca, o banco vem acompanhando os desdobramentos dos protestos, mas até agora não sentiu impacto relevante. A afirmação foi feita pelo vice-presidente executivo de finanças, Milton Maluhy Filho, que já comandou o Itaú no Chile. “Houve alguns percalços em agências, mas o banco vem investindo muito em digitalização. Por isso, mesmo com algumas agências afetadas, a gente tem conseguido atender os clientes. No resultado do banco, não tem impacto material”, disse Maluhy.