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Itaú BBA corta BTG Pactual para 'market perform'; unit cai mais de 4%

Sede do BTG Pactual em São Paulo

(Reenvia matéria para alterar redação de 'market perform' no título)

(Reuters) - Analistas do Itaú BBA cortaram a recomendação das units do BTG Pactual para 'market perform', bem como reduziram o preço-alvo para 31 reais, de 34 reais anteriormente, de acordo com relatório a clientes nesta quarta-feira.

Às 12:02, as units do BTG caíam 4,66 %, a 26 reais, pior desempenho do Ibovespa, que cedia 0,7%.

Pedro Leduc e equipe afirmaram que os resultados do maior banco de investimentos da América Latina têm sido ótimos e que estavam mudando pouco suas estimativas, mas que discordavam dos múltiplos.

Eles destacaram que o retorno para o patrimônio (ROE) de 20% do BTG não é mas um diferencial em relação aos grandes bancos e a expansão de 12% esperada para o lucros em 2023 é semelhante, com desafios iguais se o crédito corporativo se deteriorar.

Na visão dos analistas, o múltiplo de preço sobre lucro estimado para 2023 do BTG, de 12 vezes, contra 6,5 vezes de bancos, significa um grande prêmio embutido nos negócios de alto crescimento/tarifas do BTG.

Leduc e equipe avaliaram, contudo, que se o humor no mercado melhorar por causa de juros globais, apostas em grandes bancos ou nomes de crescimento têm mais espaço para um 're-rating'.

No caso de as coisas piorarem, acrescentaram, o BTG ainda tem um alto prêmio de múltiplo versus grandes bancos, com menor amortecimento nas estimativas e um prêmio implícito robusto em outros negócios.

As novas projeções do Itaú BBA apontam lucro líquido de 7,987 bilhões de reais em 2022 e de 8,935 bilhões de reais em 2023, ante estimativas anteriores de 8,073 bilhões de reais e 9,009 bilhões de reais, respectivamente.

Para o ROE recorrente, eles veem agora em 19,5% neste ano e 18,7% no próximo. Antes, esperavam 19,7% e 18,8%, respectivamente.

(Por Paula Arend Laier)