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Itaú aprendeu mais como concorrente do que como acionista da XP, diz presidente

ISABELA BOLZANI
·4 minuto de leitura
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 15.03.2018 - O presidente do banco Itaú, Cândido Botelho Bracher. (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 15.03.2018 - O presidente do banco Itaú, Cândido Botelho Bracher. (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente do Itaú Unibanco, Candido Bracher, afirmou que o fato de o Banco Central ter barrado a possibilidade do Itaú ter controle sobre a XP impulsionou uma maior competitividade no segmento.

"Negociamos a compra de participação [da XP] indo em direção ao controle da companhia, mas essa operação não foi aprovada pelo Banco Central. Como nunca pudemos ter participação no conselho da XP ou nas decisões relativas à companhia, os maiores aprendizados que tivemos foram mais como concorrentes do que como acionistas", afirmou Bracher nesta quarta-feira (4) em teleconferência com analistas.

Na véspera, o banco anunciou que vem mantendo discussões internas sobre o futuro de seu investimento na XP e que está em estágio avançado de análise para separar essa linha de negócio do conglomerado do banco em uma nova sociedade. Além disso, também informou que prevê a possibilidade de venda de 5% da XP.

Segundo o banco, uma fatia de ações representativas de 41,05% do capital da XP seria segregada para a nova sociedade ("Newco"), e aconteceria mediante a separação de empresas do conglomerado.

Com a eventual cisão, os acionistas do Itaú receberiam participação acionária na Newco, cujo único ativo seria a participação na XP. A nova sociedade seria uma companhia aberta e passaria a ser parte do acordo de acionistas da corretora.

O Itaú também informou que fez um estudo para a venda do restante das ações de emissão da XP detidas pelo banco, correspondentes a 5% do capital social da corretora, e que teria como objetivo a monetização do seu investimento na companhia -situação que geraria um aumento do índice de capital principal de Basileia III (regulamentação bancária feita em 2013 como forma de fortalecer o segmento depois da crise financeira de 2008).

A venda, se concretizada e a depender das condições de mercado, poderá ser feita por meio de uma ou mais ofertas públicas realizadas na Bolsa de tecnologia Nasdaq, em Nova York, ou em qualquer outra Bolsa de Valores na qual a XP tenha ações ou certificados de ações listados.

"A venda será feita se e quando as condições do mercado permitirem e foram interessantes. A expectativa é de que em um horizonte de tempo razoável, nós voltaríamos o nível de capital 1 para os 13,5%. Encerramos o terceiro trimestre com 12,4%", afirmou Bracher.

Em 2017, o banco desembolsou cerca de R$ 6 bilhões para adquirir 49,9% da XP. A ideia era de que o Itaú pudesse assumir o controle da corretora ao longo do tempo, mas o Banco Central determinou, em 2018, que o banco não poderia ter influência ou ingerência na XP.

O Itaú ainda assumiu o compromisso de comprar uma participação adicional na corretora de 12,5% em 2022. O negócio, no entanto, ainda depende da autorização do Banco Central.

Em entrevista a jornalistas, Bracher também afirmou que os principais desafios para a próxima gestão são a transformação digital do banco e a busca de crescimento em todas as linhas de negócio.

No final de outubro, o conselho de administração do Itaú anunciou que Milton Maluhy Filho, atual vice-presidente de finanças do banco, substituiria Bracher na presidência da instituição. Bracher precisa deixar o cargo pela regra adotada pela instituição, que impõe a idade limite de 62 anos para o presidente. O executivo chegará a essa idade em dezembro.

Maluhy deve assumir a posição como presidente do Itaú em 2 de fevereiro.

"A transformação digital é basicamente transformar todos esses sistemas legados em uma estrutura Time to Market [tempo de lançamento e colocação no mercado], que seja rápida, flexível e ágil, próxima à estrutura das fintechs", afirmou Bracher.

O executivo afirmou, ainda, que não descarta a possibilidade de que o Itaú venda produtos não financeiros no futuro.

Em agosto, o banco lançou um programa denominado "iPhone para sempre", pelo qual seus clientes poderiam trocar seus smartphones pelos modelos mais novos.

"Essa campanha fez sentido dentro da evolução que tivemos com a parceria com a Apple. A venda de produtos não financeiros se enquadra na medida em que possamos acrescentar valor na jornada do cliente", disse.

"Focamos cada vez mais na experiência e na jornada do cliente e isso implica em toda uma indústria de produtos e serviços customizados. A comercialização de produtos não bancários é algo que a próxima gestão vai ponderar a respeito. Não existe nenhuma decisão, mas também não há vetos. É uma possibilidade que está aberta", afirmou Bracher.