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Itália se prepara para adotar ambicioso plano econômico, apesar da crise política

·2 minuto de leitura
Vista geral em Roma do Palazzo Montecitorio (e), sede da Câmara dos Deputados italiana

A Itália se prepara para adotar, nesta terça-feira (12), um ambicioso plano para a reativação econômica do país após a pandemia com fundos da União Europeia (UE), apesar da crise política que ameaça a sobrevivência da coalizão no poder.

Presidido pelo primeiro-ministro Giuseppe Conte, o governo convocou um conselho de ministros que deverá aprovar a gestão desses fundos, de acordo com a última versão do plano. O texto foi várias vezes alterado, devido às pressões de seus aliados.

A aprovação desse plano delicado, que conta com recursos notáveis, de 222,9 bilhões de euros (279 bilhões de dólares) em empréstimos e subvenções concedidos pela UE, foi o centro da discórdia entre Conte e o ex-primeiro-ministro Matteo Renzi, que ameaça retirar seu pequeno, mas decisivo, apoio e gerar uma crise política.

A pedido de seu incômodo aliado, Conte concordou em mais do que dobrar os fundos destinados à saúde e ao turismo e aumentou a participação dos investimentos, que agora alcançam 70%, contra 21% dos incentivos fiscais e de outros tipos de auxílio.

O presidente da República, Sergio Mattarella, árbitro da situação segundo a Constituição parlamentar, pediu que antes de uma crise política o plano seja aprovado para administrar os fundos da UE.

Há um mês, Renzi, que representa em torno de 3% das intenções de voto segundo as pesquisas, ameaça gerar a queda do governo. As duas ministras de seu partido, Itália Viva, continuavam falando sobre renúncia na segunda-feira.

- O arriscado "jogo de pôquer" -

É um arriscado "jogo de pôquer", com todas as opções sobre a mesa: renúncia das duas ministras dissidentes do Itália Viva e reorganização do gabinete do governo com uma resolução rápida da crise, ou a queda de Conte com a designação de outro primeiro-ministro.

"É como jogar pôquer. O resultado é difícil de prever", resumiu Roberto D'Alimonte, professor de ciência política na Universidade Luiss, de Roma.

Apesar de receber inúmeras críticas por provocar uma crise política em um momento tão delicado pela pandemia, Renzi agora exige que a Itália recorra também ao Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEDE). A missão desse dispositivo é ajudar os países da eurozona em dificuldade.

O recurso ao MEDE tem a total oposição do Movimento 5 Estrelas (antissistema), o maior partido da coalizão governamental junto com o Partido Democrático (centro-esquerda), que está a favor.

Primeiro beneficiário do plano de 750 bilhões de euros (911 bilhões de dólares) adotado em meados de 2020 pelos líderes europeus, a Itália deve apresentar seu programa de gastos a Bruxelas no final de abril para que seja aprovado.

bh-bur/kv/pc/aa/tt