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Itália negocia polos de produção de vacina com fundos do governo

John Follain, Flavia Rotondi e Maria Tadeo
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O governo do primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi, está em negociações para estabelecer polos de produção de vacinas no país financiados pelo estado, de acordo com o diretor-geral da agência reguladora de medicamentos italiana.

Nicola Magrini, que comanda a Agência Italiana de Medicamentos (AIFA, na sigla em italiano), disse à Bloomberg em entrevista que o governo considera financiar o projeto com cerca de 200 milhões de euros. A vacina contra a Covid-19 produzida será uma das aprovadas pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês), afirmou, sem querer identificar o imunizante.

“Há conversas muito avançadas”, disse Magrini, de 59 anos, ex-cientista da Organização Mundial da Saúde, durante entrevista em seu escritório em Roma na segunda-feira. O objetivo é iniciar a produção no quarto trimestre, afirmou, acrescentando que a fabricação será do início ao fim, “indo além da capacidade de enchimento e envase e produzindo o volume real”.

A Itália busca aumentar a capacidade doméstica quando Draghi pressiona farmacêuticas para acelerar as entregas de vacinas. O primeiro-ministro tem conversado regularmente com CEOs para buscar suprimentos adicionais e antecipar as entregas, disseram autoridades.

Meta em risco

Com o peso de um lockdown sobre a economia devastada, o governo pode não cumprir a nova meta de 500 mil vacinados por dia até o fim deste mês. A Itália está atrasada em relação a países como Alemanha e França no ritmo de vacinação, principalmente por causa de problemas de fornecimento da AstraZeneca.

Os atrasos geraram tensões com líderes regionais. Vincenzo De Luca, governador da região de Nápoles, prometeu boicotar as reuniões com o governo de Roma se não receber as 200 mil doses prometidas até o final do mês, segundo o jornal Corriere della Sera.

O destino da produção planejada de vacinas na Itália será combinado com a União Europeia, disse Magrini.

Ele insistiu que o objetivo do governo de meio milhão de doses diárias ainda é possível. “Até o final de abril, provavelmente sim”, disse. “Nossa capacidade de alcançá-lo tem sido restringida principalmente pelo número limitado de vacinas disponíveis.”

Ressaltando a dificuldade de atingir a meta, a Itália tem como objetivo aplicar cerca de 315 mil doses diárias entre 16 e 22 de abril, segundo comunicado do general Francesco Paolo Figliuolo, escolhido por Draghi para comandar a resposta de emergência à pandemia.

Ganância por vacinas

Magrini disse que sua agência deu ao governo “uma espécie de luz verde” para estender para 42 dias o intervalo antes da segunda dose no caso das vacinas da Pfizer-BioNtech e Moderna, em relação a 21 e 28 dias, respectivamente. Ele acrescentou que o intervalo mais curto continua sendo preferível.

Ele lamentou a falta de cooperação internacional na obtenção de doses, denunciando o que chamou de “ganância por vacinas que alguns países têm demonstrado, incluindo EUA, Reino Unido e Israel”.

“Acho que todos deveríamos ser mais unidos em um esforço global do que cada país agir por conta própria para garantir vacinas, sem nenhum senso de solidariedade”, disse Magrini.

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