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Israel prorroga confinamento pela terceira vez para tentar conter a covid

·2 minuto de leitura
Judeu ultraortodoxo é vacinado contra a covid-19 em uma clínica em Jerusalém, em 21 de dezembro de 2021

O governo israelense decidiu neste domingo (31) prorrogar por cinco dias as medidas de confinamento que deixariam de ter efeito à meia-noite, informaram o gabinete do primeiro-ministro e o ministério da Saúde em um comunicado conjunto.

Como o número de infectados continua alto, apesar de uma intensa campanha de vacinação, o governo prorrogou pela terceira vez desde o início da pandemia o confinamento imposto aos israelenses.

Após a reunião, os ministros acordaram manter as medidas até as 07h de sexta-feira.

O Executivo vai se reunir na quarta para examinar a situação, acrescentou o comunicado.

Milhares de judeus ultraortodoxos violaram neste domingo o confinamento, comparecendo ao funeral de um rabino em Jerusalém.

O enterro de outro rabino à noite na mesma cidade provocou nova violação das medidas. A lei só permite que 20 pessoas sigam o corpo do falecido, mas havia milhares no funeral do rabino Yitzhak Sheiner.

O Parlamento israelense votou neste domingo um aumento das multas para quem quebrar as restrições sanitárias.

Os deputados decidiram dobrar as multas para estabelecimentos comerciais e colégios que desafiarem as restrições: passarão de 5.000 a 10.000 shequels (3.000 dólares).

Em um mês Israel vacinou mais de três milhões de seus 8,7 milhões de habitantes, informou o ministério da Saúde.

O país se comprometeu a compartilhar os dados sobre os efeitos da imunização com a Pfizer em troca de receber rapidamente as vacinas.

Apesar de ter imunizado um terço da sua população, Israel registrou nas últimas 24 horas algo mais que 3.500 casos de contágio.

O ministro do Interior, Arié Dery, também estendeu por dois dias o fechamento das passagens fronteiriças com a Jordânia e o Egito, anunciado na quarta-feira passada.

Os voos internacionais continuarão suspensos e o aeroporto internacional Ben Gurión ficará fechado por uma semana mais, decidiu o governo.

O mês de janeiro foi o mais mortal em Israel, com mais de 1.000 óbitos pelo novo coronavírus dos mais de 4.700 falecimentos registrados desde março, quando estourou a pandemia.

mib/bds/erl/rsr/mvv