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Isolamento social pode aumentar chances de demência

Um estudo conduzido pela Universidade de Warwick juntamente com a Universidade de Cambridge — ambas na Inglaterra — e a Universidade de Fudan, na China, revelou que o isolamento social pode levar ao desenvolvimento de demência tardia, por estar diretamente ligado à mudanças nas estruturas cerebrais associadas à memória.

A pesquisa analisou o comportamento mais de 460 mil pessoas no Reino Unido com idade média de 57 anos no início do estudo, acompanhadas por quase 12 anos antes da pandemia. Ao fim do acompanhamento, 41.886 (9%) relataram estar socialmente isoladas e 29.036 mil (6%) sentiram-se solitárias.

Das 41.886 pessoas sob isolamento social, 649 (1,55%) desenvolveram demência, em comparação com 4.349 (1,03%) pessoas das 420 mil que não estavam socialmente isoladas. Depois de ajustar os resultados, considerando fatores como idade, consumo de álcool, tabagismo e condições como depressão, os cientistas descobriram que o primeiro grupo apresentava 26% mais chances de desenvolver demência.

Para saber sobre o nível de isolamento das pessoas, os pesquisadores consideraram fatores como convivência com outros indivíduos na mesma casa, visitas a amigos ou familiares pelo menos uma vez por mês e participação de atividades sociais como clubes, reuniões ou trabalho voluntário pelo menos uma vez por semana. Aqueles que dessem respostas negativas para pelo menos duas perguntas eram considerados socialmente isoladas.

Isolamento social pode aumentar a probabilidade de demência em 26% (Imagem: Reprodução/Unsplash)
Isolamento social pode aumentar a probabilidade de demência em 26% (Imagem: Reprodução/Unsplash)

Solidão e demência

Os pesquisadores também analisaram a solidão, mas não viram uma ligação forte com o desenvolvimento de demência. "Ambos têm riscos para a saúde, mas, usando o extenso conjunto de dados multimodais do Biobank do Reino Unido, e trabalhando de forma multidisciplinar ligando ciências computacionais e neurociências, conseguimos mostrar que é o isolamento social, e não a sensação de solidão, que é um fator de risco independente para demência", disse o professor e neurocientista do Departamento de Ciência da Computação da Universidade de Warwick, Edmund Rolls.

O professor do Departamento de Ciência da Computação da Universidade de Warwick, Jianfeng Feng, também acrescentou que "as pessoas que relataram altos níveis de isolamento social tinham diferenças significativas no volume do cérebro, também associadas à cognição e demência. Dados os resultados do estudo, o isolamento social pode ser um indicador precoce de um aumento do risco de demência".

Para os cientistas, o aumento do isolamento social e da solidão nas últimas décadas, sobretudo da população mais velha, tem sido um problema de saúde pública grave, porém que não tem tido a devida atenção por parte das autoridades.

"É importante que o governo e as comunidades tomem medidas para garantir que os idosos tenham comunicação e interações com os outros em uma base regular", segundo a professora do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Cambridge, Barbara J Sahakian.

Os resultados do estudo foram publicados na revista Neurology, da Academia Americana de Neurologia.

Fonte: Canaltech

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