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Ir embora, ou ficar no país: o dilema das multinacionais em Mianmar

·3 minuto de leitura
Loja de informática em Naypyidaw

As grandes empresas estrangeiras estão em dúvida entre permanecer, reduzir suas atividades, ou ir embora, após o golpe de Estado militar em Mianmar, o qual gerou protestos em massa e uma repressão violenta.

Em dois meses de violência, já são pelo menos 520 mortos no país, segundo a organização não governamental birmanesa AAPP.

Várias ONGs pediram a algumas empresas para revisarem suas atividades em Mianmar, especialmente os vínculos de negócios com as Forças Armadas birmanesas.

"A mensagem não consiste em dizer que não precisam estar em Mianmar, mas que precisam cortar os vínculos com as Forças Armadas", explicou à AFP a coordenadora da associação francesa Info-Birmanie, Sophie Brondel.

- Permanecer

Presente em Mianmar desde 1992, a empresa de petróleo francesa Total manterá sua presença no país, alegando que sua filial local "conduz suas atividades de forma responsável, no respeito das leis e dos direitos humanos universais".

Várias ONGs pedem que a Total "pare de financiar a junta". Em 2019 e 2020, a Total pagou ao Estado birmanês US$ 230 milhões e US$ 176 milhões, respectivamente, no conceito de "direitos de produção".

As Forças Armadas controlam a empresa nacional Myanmar Oil and Gas Enterprise (MOGE), associada com a Total e a empresa de petróleo americana Chevron.

A empresa hoteleira Accor, que tem nove hotéis em Mianmar e planeja abrir outros seis, não tem a intenção de abandonar o país, nem de romper com seu sócio local, o Max Myanmar Group, que até o momento "não recebeu sanção alguma".

O grupo de cervejaria japonês Kirin afirmou que iria romper suas relações com o Exército birmanês, com o qual explora duas cervejarias locais, mas não vai se retirar completamente de Mianmar. Este mercado representa 2% do total de suas vendas.

Outra cervejaria, a dinamarquesa Carlsberg que emprega 500 pessoas, permanecerá em Mianmar, apesar de uma queda das vendas.

A fabricante de cigarros britânica BAT, cujos investimentos, atividades e associações envolvem 100.000 funcionários locais, afirma que permanecerá no país com o objetivo principal de manter a segurança e o bem-estar de seus colaboradores.

- Suspensão das operações

A gigante da energia francesa EDF anunciou a suspensão de um projeto de barragem hidrelétrica de US$ 1,5 bilhão. Em uma carta dirigida à ONG Justice for Myanmar, a EDF informou que "o respeito dos direitos humanos fundamentais constitui uma condição prévia para qualquer projeto da empresa".

Imediatamente depois do golpe de Estado, a fabricante japonesa de veículos Suzuki interrompeu suas duas fábricas locais, que produziram 13.300 veículos em 2019.

Algumas semanas depois, porém, reabriu as duas fábricas e confirmou que planeja construir uma terceira.

No setor têxtil, a italiana Benetton e a sueca H&M suspenderam qualquer novo pedido procedente de Mianmar.

- Ir embora é a exceção

A produtora francesa de energias renováveis Voltalia anunciou que vai encerrar suas atividades em Mianmar, onde se instalou em 2018 e alimentava 156 torres de telecomunicações em áreas rurais.

O grupo justificou sua saída com a "crise política e humanitária" no país, onde emprega 43 pessoas e que representa menos de 1% de sua produção.

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