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Irã rejeita 'acusações sem fundamento' de Israel sobre petroleiro atacado

·3 minuto de leitura

O Ministério iraniano das Relações Exteriores rejeitou neste domingo (1º) as "acusações sem fundamento" de Israel, as quais atribuem a Teerã o letal ataque contra um petroleiro administrado por um magnata israelense frente à costa de Omã.

 "O regime sionista (...) deve parar com estas acusações sem fundamento, e não é a primeira vez que lançam este tipo de acusações ao Irã", disse o porta-voz do Ministério, Saeed Khatibzadeh, em entrevista coletiva transmitida pela televisão.

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 Khatibzadeh condenou as declarações e acrescentou que "o Irã não hesitará nem por um momento em defender (...) seus interesses e sua segurança nacional".

 Israel "deve saber que jogar a culpa nos outros não vai resolver seus problemas. Quem semeia vento, colhe tempestade", completou.

 O primeiro-ministro israelense, Naftali Bennett, afirmou neste domingo que seu país tem "provas" do envolvimento do Irã no ataque.

 "Acabo de saber que o Irã tenta, covardemente, fugir de sua responsabilidade nesta questão, que nega qualquer envolvimento. Mas posso afirmar com absoluta certeza que o Irã realizou este ataque ao navio (...). Tenho provas disso", disse durante uma reunião semanal de seu governo.

 "Esperamos que a comunidade internacional explique claramente ao governo iraniano que está cometendo um erro grave. Em qualquer caso, sabemos como enviar uma mensagem ao Irã da nossa maneira", acrescentou Bennett, sem mais detalhes.

 O "MT Mercer Street" navegava sem carga de Dar es Salaam (Tanzânia) para Fujaira (Emirados Árabes Unidos), quando foi atacado na quinta-feira (29), na costa de Omã.

 O construtor Zodiac Maritime, empresa internacional de propriedade do israelense Eyal Ofer com sede em Londres, informou na sexta-feira (30) "a morte de dois membros de sua tripulação: um cidadão romeno e um cidadão britânico", durante um incidente a bordo do "M/T Mercer Street".

 Em um comunicado divulgado na sexta-feira (31), o Exército dos Estados Unidos declarou que, em resposta a um pedido de socorro, as forças da Marinha americana chegaram para ajudar a tripulação e constataram as provas de um ataque.

 As primeiras observações "indicam claramente" um ataque com drone, segundo o Exército.

 Nenhum grupo assumiu a autoria do ataque, mas a Dryad Global, um empresa especializada com sede em Londres, referiu-se a novas "represálias na guerra nas sombras travada pelas duas potências inimigas" - uma referência a Irã e Israel.

 "Dei instruções às embaixadas em Washington, Londres e a ONU para que ajam com seus interlocutores governamentais e as delegações competentes na sede da ONU em Nova York", tuitou o ministro israelense das Relações Exteriores, Yair Lapid, na sexta-feira, referindo-se ao "terrorismo" do Irã.

 O chanceler israelense disse ter conversado com seu homólogo britânico, Dominic Raab, ressaltando a "necessidade de responder de maneira severa ao ataque ao navio, em que morreu um cidadão britânico".

 O Mar de Omã está localizado entre Irã e Omã, onde fica o estratégico Estreito de Ormuz. Por ele, transita boa parte do petróleo mundial. Uma coalizão liderada pelos Estados Unidos está presente na região.

 Os navios que navegam pela área costumam sofrer ataques há uma década. Esses incidentes diminuíram consideravelmente nos últimos anos, depois que as patrulhas das forças navais de vários países se intensificaram.

 O especialista em segurança Meir Javedanfar, da universidade israelense IDC, disse à AFP que, "muito provavelmente", o Irã está por trás deste ataque.

 Eyal Offer é considerado a 197ª pessoa mais rica do mundo, segundo o ranking da Forbes, com uma fortuna de US$ 11,3 bilhões.

 

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