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Irã inicia ensaios clínicos de sua primeira vacina contra covid-19

·2 minuto de leitura
Mulher recebe injeção durante primeira fase dos ensaios clínicos de uma vacina desenvolvida pelo Irã

A República Islâmica começou, nesta terça-feira (29), "a primeira fase" dos ensaios clínicos de uma vacina contra o coronavírus desenvolvida no Irã, país duramente afetado pela pandemia no Oriente Médio - anunciou a televisão oficial.

"A primeira vacina contra o coronavírus, desenvolvida por pesquisadores iranianos, foi revelada quando foi injetada em três pessoas", disse a imprensa pública.

A covid-19 deixa cerca de 55.000 mortes sobre mais de 1,2 milhão de pessoas infectadas no Irã, segundo o Ministério da Saúde. 

A televisão estatal transmitiu imagens nesta terça-feira que mostravam três pessoas, dois homens e uma mulher, recebendo injeções na presença do ministro da Saúde, Said Namaki, e do vice-presidente da Ciência e Tecnologia iraniano, Sorena Sattari.

De acordo com a mesma fonte, o desenvolvimento da vacina foi financiado pela fundação da Execução da Ordem do imã Khomeini (Eiko), um importante conglomerado econômico estatal, cujo presidente é designado pelo líder supremo iraniano.

A empresa pública de radiodifusão apresentou os três "voluntários" como a filha do presidente deste conglomerado e dois de seus altos funcionários. 

A vacina será administrada em "56 voluntários" em duas doses separadas por duas semanas, afirmou o site da televisão estatal Iribnews, citando um funcionário do desenvolvimento da vacina.

O resultado será conhecido "28 dias" depois da segunda injeção, segundo a mesma fonte. 

Outra vacina iraniana, "desenvolvida pelo centro médico de Razi, será aprovada" para começar os ensaios em humanos "em um futuro muito próximo", disse Namaki.

O funcionário anunciou no início de dezembro que o Irã havia "comprado antecipadamente" cerca de 16,8 milhões de doses de vacinas através do Covax, um dispositivo de acesso a vacinas criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para os países mais pobres. 

As autoridades de Teerã destacaram durante várias semanas que as sanções dos Estados Unidos os impedem de obter vacinas. Em tese, alimentos e medicamentos estão isentos dessas sanções. Na realidade, porém, os bancos internacionais tendem a rejeitar as transações que envolvem o Irã para evitar se expor a possíveis litígios.

No sábado, o presidente Hassan Rohani criticou os Estados Unidos por exigirem que as transferências de fundos iranianos destinadas a comprar vacinas contra o coronavírus passem por bancos americanos. Rohani disse que teme que os americanos tenham-se aproveitado disso para se apoderar deste dinheiro.

ap/kam/elm/msr/age/aa/tt