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Irã e Rússia rejeitam acusações "sem fundamento" dos Estados Unidos sobre eleições

·2 minuto de leitura
O diretor do serviço de Inteligência Nacional dos Estados Unidos, John Ratcliffe, fez acusações contra Rússia e Irã
O diretor do serviço de Inteligência Nacional dos Estados Unidos, John Ratcliffe, fez acusações contra Rússia e Irã

Irã e Rússia rejeitaram nesta quinta-feira as acusações "sem fundamento" do governo dos Estados Unidos, cujas autoridades afirmaram que os dois países estão tentando influenciar os eleitores americanos para as eleições de 3 de novembro.

Em Teerã, o ministério das Relações Exteriores informou nesta quinta-feira que convocou o embaixador suíço, país que representa os Estados Unidos no Irã desde 1979.

As autoridades americanas "fizeram acusações sem fundamento às vésperas das eleições para justificar o roteiro antidemocrático que já tem preparado", afirmou o porta-voz do ministério, Saeed Khatibzadeh, em um comunicado.

Em Moscou, o porta-voz do Kremlin denunciou as acusações "infundadas" dos serviços de inteligência dos Estados Unidos.

"As acusações chegam todos os dias e são totalmente infundadas, não têm nenhum fundamento", afirmou à imprensa Dmitri Peskov

O diretor do serviço de inteligência americano, John Ratcliffe, afirmou na quarta-feira que Rússia e Irã conseguiram informações do registro de eleitores nos Estados Unidos e atuaram para influenciar a opinião pública. 

Ratcliffe disse que que o Irã enviou correios eletrônicos a americanos, "pensados para intimidar os eleitores, incitar a agitação social e prejudicar o presidente (Donald) Trump".

Ele também declarou que Irã e Rússia buscam utilizar os dados obtidos "para comunicar informações falsas aos eleitores registrados com a esperança de causar confusão, espalhar o caos e abalar a confiança na democracia americana".

"Estas ações representam esforços desesperados de adversários desesperados", completou Ratcliffe.

Para o porta-voz iraniano, as afirmações do americano são "invenções" e acusações "torpes". 

Khatibzadeh reiterou que o Irã não tem nenhuma preferência entre os dois candidatos americanos e pediu a Washington que "acabe com as acusações inúteis e a invenção deste tipo de tramas e comece a atuar como um país normal".

As relações entre os dois países, grandes inimigos, pioraram ainda mais após a retirada unilateral dos Estados Unidos do tratado internacional sobre o programa nuclear iraniano, assinado em 2015 em Viena.

A partir deste momento foram restabelecidas sanções que levaram o Irã a uma recessão de consequências sociais dramáticas.

amh/kam/kir/bl/zm/fp