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Irã diz que pediu à França análise de caixas pretas do Boeing abatido em janeiro

Foto divulgada pela Organização de Aviação Civil iraniana (CAO) em 9 de janeiro de 2020 mostra especialistas em aviação iranianos e ucranianos reunidos em Teerã para investigar as circunstâncias do acidente do Boeing 737 ucraniano na capital iraniana.

O Irã anunciou à organização de aviação civil da ONU que propôs à França descriptografar as caixas-pretas do Boeing ucraniano abatido em janeiro sobre Teerã, informaram fontes próximas ao caso nesta sexta-feira.

O representante iraniano da Organização Internacional da Aviação Civil (OACI) disse nesta quarta-feira na organização sediada em Montreal, Canadá, que seu país fez um pedido a esse respeito ao Escritório de Pesquisa e Análise (BEA) da França, disse a fonte.

Questionada pela AFP na sexta-feira, a BEA disse que "as autoridades iranianas não pediram", mas que estava "pronta para estudar qualquer solicitação que receber".

As Forças Armadas iranianas admitiram em 11 de janeiro que haviam abatido "por engano" três dias antes, pouco depois da decolagem, o Boeing de voo PS 752 da Ukrainian Airlines entre Teerã e Kiev.

A tragédia matou 176 pessoas a bordo do avião, a maioria iranianos e canadenses, muitos deles cidadãos com dupla nacionalidade.

Ottawa vem exigindo há meses que o Irã, que não possui meios técnicos para extrair e descriptografar dados de caixas-pretas, os transmita para o exterior para que seu conteúdo possa ser analisado.

No início de junho, a agência oficial iraniana Irna reafirmou que Teerã estava pronto para enviar essas caixas pretas para o exterior, enquanto calculava que esses dispositivos não forneceriam "nenhuma ajuda específica" à investigação.