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Irã anuncia lançamento de foguete espacial com aparelhos de pesquisa

·3 min de leitura

O Irã anunciou, nesta quinta-feira (30), ter lançado um foguete espacial com três dispositivos de pesquisa, um projeto que pode ser alvo de críticas do Ocidente, em meio às negociações sobre o programa nuclear de Teerã.

"O lançador de satélite Simorgh enviou três equipamentos de pesquisa ao espaço", disse o porta-voz do Ministério da Defesa do Irã, Ahmad Hosseini, citado pela televisão estatal.

A emissora exibiu brevemente imagens do dispositivo sendo lançado de um local no deserto, e celebrou mais uma "conquista dos cientistas iranianos".

"Os objetivos de pesquisa previstos para este lançamento foram alcançados", disse Hosseini, sem dar mais detalhes. "Este é um lançamento preliminar e teremos lançamentos operacionais em um futuro próximo", prometeu.

A mídia local não especificou de onde a decolagem ocorreu. Já a imprensa americana, citando especialistas e imagens de satélite, afirmou este mês que o Irã estava se preparando para lançar um foguete do centro especial de Semnã, situado 300 quilômetros a leste da capital.

"Os Estados Unidos permanecem preocupados com o desenvolvimento do lançamento de veículos espaciais do Irã, o que representa um problema importante de proliferação", reagiu uma porta-voz do Departamento de Estado americano após o anúncio.

Ao mesmo tempo, a funcionária ressaltou que Washington "deseja o regresso mútuo [de EUA e Irã] ao respeito total do acordo" de 2015, que impede a República Islâmica de desenvolver mísseis balísticos com capacidade de transportar ogivas nucleares.

O Ocidente suspeita que o Irã busca produzir, utilizando a tecnologia de lançamento de satélites, foguetes balísticos de longo alcance, capazes de transportar cargas convencionais e nucleares.

- Em plenas negociações -

O anúncio desta quinta-feira se dá após a retomada das negociações, no final de novembro e passados cinco meses de interrupção, para tentar salvar o acordo sobre o programa nuclear iraniano, firmado em 2015 por Teerã e o G5+1 (EUA, Reino Unido, França, Rússia e China, mais Alemanha).

Essas conversas tentam conseguir o retorno dos Estados Unidos ao pacto, depois que Washington se desligou do mesmo em 2018, durante o mandato do presidente Donald Trump, e restabeleceu suas sanções contra a República Islâmica. Nas negociações atuais, os EUA participam de forma indireta.

O acordo, validado pela resolução 2231 do Conselho de Segurança da ONU, exige que o Irã "não faça qualquer atividade relacionada a mísseis balísticos projetados para transportar cargas nucleares, incluindo os disparos que recorram à tecnologia de mísseis balísticos".

Em fevereiro, Teerã havia anunciado o teste de um novo lançador de satélites equipado com um motor movido a um combustível sólido "mais potente".

Segundo o Pentágono e imagens de satélite do centro espacial Semnã, o Irã tentou lançar - sem sucesso - um satélite ao espaço em meados de junho, uma informação que foi negada pela nação persa.

Em fevereiro de 2020, a República Islâmica não conseguiu colocar em órbita um satélite de observação científica, batizado de Zafar ("Vitória" em persa).

França e Estados Unidos condenaram a manobra que, segundo eles, buscava fortalecer as competências iranianas no campo de mísseis balísticos por meio do lançamento de satélites.

Dois meses depois, em abril de 2020, a Guarda Revolucionária, o Exército ideológico da República Islâmica, lançou seu primeiro satélite militar.

Naquela ocasião, os Estados Unidos estimaram que o lançamento provava que o programa espacial iraniano se destinava a fins militares e não comerciais.

Por sua vez, o Irã garante não ter a intenção de obter uma arma atômica e afirma que seus programas balísticos e espaciais não contrariam a resolução da ONU.

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