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Irã é favorável a negociação nuclear para suspender 'todas as sanções', diz presidente

·2 minuto de leitura
Foto da Presidência Iraniana mostra o presidente Ebrahim Raissi em discurso de Teerã à Assembleia Geral da ONU, em 21 de setembro de 2021 (AFP/HO)

O novo presidente iraniano, Ebrahim Raissi, mostrou-se favorável nesta terça-feira (21) a salvar o acordo sobre o programa nuclear iraniano, se o "objetivo final for a retirada das sanções opressivas".

"Não confiamos nas promessas do governo americano", que se retirou do acordo sob a presidência de Donald Trump, mas que Joe Biden quer retomar, sustentou em um discurso pré-gravado em vídeo exibido na Assembleia Geral da ONU.

As negociações indiretas em Viena entre iranianos e americanos por intermediário de outros signatários do acordo de 2015 que pretendia impedir Teerã de desenvolver a bomba atômica (Alemanha, França, Reino Unido, China e Rússia), permitiram importantes avanços na primavera passada.

O ex-presidente Trump retirou-se do acordo em 2018 e restabeleceu as sanções que permitiu retirar. Em troca, o Irã começou a ignorar os compromissos assinados.

Seu sucessor, o democrata Joe Biden, prometeu voltar ao acordo se Teerã cumprir seus compromissos. Nesta terça, reiterou sua posição no fórum multilateral.

As negociações pretendem definir as sanções que Washington deve levantar e fazer com que o Irã suspenda os avanços na questão nuclear. Mas estavam suspensas desde a eleição do novo presidente ultraconservador iraniano, que está sendo escrutado para saber quais são suas intenções.

Os americanos advertiram que em breve será tarde demais para salvar o acordo de 2015.

Ebrahim Raissi investiu contra os Estados Unidos.

"Este ano, dois fatos marcaram a História. Em 6 de janeiro, quando o Congresso americano foi atacado pelo povo e em agosto, quando o povo do Afeganistão derrubou aviões americanos. Do Capitólio a Cabul, enviou-se ao mundo uma mensagem clara: o sistema hegemônico dos Estados Unidos não tem nenhuma credibilidade nem no interior, nem no exterior do país", assegurou.

"Não só o sistema hegemônico, mas todo o projeto que tenta impor a identidade ocidental fracassou miseravelmente", afirmou.

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