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IPVA 2022 ficará mais caro por causa da valorização no preço dos carros usados. Veja simulações

·5 min de leitura

A valorização nos preços dos carros usados deve encarecer ainda mais o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), e deve surpreender os donos de carros em 2022. A partir do valor de avaliação do carro pela tabela Fipe, aplicam-se as alíquotas de IPVA de acordo com o combustível usado (1,5 para GNV e 4% para flex). Cada estado aplica uma alíquota para o cálculo do IPVA, e usam o valor venal de veículos usados — calculado por meio da tabela Fipe — ou o da nota fiscal de compra, no caso dos veículos 0km.

A partir de dados da tabela Fipe, o EXTRA fez uma comparação de preços de veículos usados no ano passado e em 2021. O cálculo apresenta uma simulação sobre como a valorização na tabela Fipe vai impactar no valor do IPVA em 2022. O valor é uma prévia já que o cálculo final do imposto ainda depende da aplicação de um percentual de correção e reajuste que anualmente é praticada pelo estado do Rio. O índice ainda não foi divulgado. Além disso, ainda não foi informado o percentual de desconto em caso de pagamento em cota única. Por enquanto, o governo do Rio só anunciou o calendário de pagamento do IPVA 2022. Além disso, o motorista também deverá levar em consideração a cobrança do GRT, que inclui a taxa de licenciamento anual e a CVRL, que no ano passado custou R$ 219.

Segundo os cálculos, o proprietário de um modelo Fiat Argo Drive 1.3 flex, ano 2018, que em 2021 pagou R$ 1.774, teria que desembolsar R$ 2196,52, uma diferença de 23,78%. Já o dono de um Fiat Mobi Easy 1.0 Fire Flex, ano 2017, que pagou este ano R$ 989,04, vai pagar em 2022 R$ 1.330,64, um aumento de 34%. Já no caso de um Grand Siena Attractive 1.4 (2017), o valor em 2021 foi de R$ 1.484,28, e em 2022 poderá chegar a R$ 1.752,28, uma alta de 18%. (veja as simulações abaixo)

— Vai aumentar o IPVA, não tenha dúvida. A base de cálculo do IPVA é a tabela Fipe, e como o usado aumentou de preço, haverá impacto. As fábricas pararam na pandemia, faltaram peças. Como não encontravam os veículos novos, em algumas concessionárias a espera era de um mês, muitas pessoas não queriam esperar e buscaram o seminovo e o usado, o que gerou a elevação de preços — explica o professor de Ciências Contábeis do Ibmec, Paulo Henrique Pêgas.

Diferentemente do esperado é que uma depreciação nos valores de usados e seminovos, em 2021, de fevereiro do ano passado, antes da pandemia, até julho deste ano, os preços dos usados subiram mais de 24%, segundo a Fipe. No mesmo período, a valorização dos modelos zero quilômetro foi de 20%. De acordo com especialistas, algumas concessionárias chegam a pagar até 100% da tabela Fipe, que antes servia somente como uma referência.

Com a falta de componentes, especialmente semicondutores — também usados na indústria de eletrônicos—, houve paralisação ou redução na fabricação dos veículos, o que reduziu estoques. Neste cenário, muitos consumidores enfrentaram fila de espera por veículos e muitos correram para os usados e seminovos.

— Este ano não ocorreu a depreciação normal do veículo, e hoje o carro usado vale mais do que no ano passado — afirma o coordenador dos cursos automotivos da FGV, Antônio Jorge Martins.

Segundo dados de vendas da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto), o primeiro semestre do ano registrou uma média diária de pouco mais de 59 mil transações de carros usados, incluindo motos e pesados. Esse número foi 7,8% maior do que no mesmo período de 2019, antes do início da pandemia de Covid-19. No acumulado dos seis primeiros meses de 2021, foram vendidos mais de 5,4 milhões de automóveis e comerciais leves usados no país.]

*Os cálculos foram feitos considerando a alíquota de 4%, válida para carros Flex ou movidos a gasolina. Os veículos movidos a GNV têm alíquota menor (1,5%).

**Estimativas feitas com base na tabela Fipe de setembro/2020 e setembro/2021, mês considerado para o cálculo do IPVA do ano seguinte

Fonte: Tabela Fipe

Custos do veículo disparam em 2021

Ao longo de 2021, ficou ainda mais caro manter um veículo, especialmente pelos custos dos combustíveis e outros gastos. Os itens envolvidos com aquisição e manutenção de veículos subiram quase o dobro da inflação geral nos últimos 12 meses, segundo os dados mais recentes do IPC-10 da FGV. Enquanto o índice global registrou aumento de 9,57% em 12 meses, a inflação ao motorista chegou a 18,46% no mesmo período.

O principal vilão para o bolso do motorista é o aumento dos combustíveis. A gasolina subiu 40,46% desde novembro do ano passado, já o etanol registrou 64,45% de aumento. Até mesmo aqueles motoristas que optaram por ter um carro a gás para economizar, viram o GNV aumentar 37,11% nos últimos 12 meses.

O pesquisador do IBRE Matheus Peçanha explica que o preço da gasolina e do GNV segue as cotações do petróleo e do câmbio. O barril de petróleo tem subido consecutivamente de preço por causa da política da OPEP de restrição na produção, enquanto o câmbio sofreu muita desvalorização desde o início da pandemia. Já o etanol seguiu a conjuntura da cana-de-açúcar, que teve sua produção muito afetada com a estiagem que já dura mais de um ano e as geadas do inverno passado.

Além dos combustíveis, outro núcleo de importante pressão no bolso dos motoristas está ligado diretamente à linha de produção dos veículos: comprar um automóvel novo está em média 11,27% mais caro, uma motocicleta nova está 7,85% mais onerosa e nem o automóvel usado dá trégua, acumulando um aumento de 8,44% nos últimos 12 meses. Associado a isso, peças e acessórios registram uma inflação de 12,06%.

— A indústria automotiva teve um grave problema ao longo desse ano com escassez de matéria-prima para fabricação de chapas, peças e acessórios, o que causou praticamente uma ausência de automóvel e motocicleta novos e encareceu o processo de produção, elevando o preço ao consumidor. As peças e acessórios no mercado secundário seguiram obviamente a mesma tendência derivada do mesmo problema. E os automóveis usados tiveram um aumento de demanda, como consequência dos automóveis novos em menor número e mais caros no mercado — explica Peçanha.

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