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iPhone 13 Pro pode superar iPhone 13 em desempenho além do esperado

·4 minuto de leitura

Após um ano de 2020 conturbado, a Apple voltou ao seu cronograma tradicional de lançamentos e oficializou nesta semana a aguardada família iPhone 13. Com câmeras aprimoradas, visual de iPhone 12 refinado, maior bateria e entalhe reduzido, os aparelhos representam um upgrade notável em comparação à geração anterior.

Entre os destaques está a presença do chipset A15 Bionic, que promete ser "até 50% mais potente" que soluções concorrentes, com a gigante de Cupertino possivelmente se referindo ao Snapdragon 888 e ao Exynos 2100. A solução segue sendo fabricada em 5 nm e traz 6 núcleos, com 2 de alto desempenho e 4 de baixo consumo.

Um dos maiores upgrades está na GPU, que conta com até 5 núcleos e "performance até 50% maior" que a concorrência. No entanto, o chip gráfico é justamente o ponto de maior divergência entre os novos modelos da nova geração. Testes publicados nesta quinta-feira (16) sugerem que essa diferença pode ser maior que o esperado.

Diferença entre versões do A15 Bionic é maior que o esperado

O A15 Bionic que equipa o iPhone 13 e iPhone 13 mini traz GPU de 4 núcleos, enquanto a versão utilizada no iPhone 13 Pro e iPhone 13 Pro Max tem 5 núcleos embarcados. Ainda que não pareça uma diferença muito pronunciada, os números oficiais divulgados pela Apple já indicam boa disparidade: a versão de 4 núcleos é 30% mais forte que os concorrentes, enquanto a de 5 núcleos chega a 50% de vantagem.

Esses números acabam de ganhar um reforço preocupante em testes recém-publicados no banco de dados do benchmark Geekbench 5. Os diversos registros identificam os aparelhos como iPhone 14,5, iPhone 14,3, entre outros nomes, e nos dão uma ideia da capacidade do A15 Bionic. Investigando os resultados, foi possível encontrar o teste de GPU em Metal do iPhone 13 e do iPhone 13 Pro.

Com GPU de 4 núcleos, o iPhone 13 representa um salto de apenas 15% em relação ao iPhone 12 (Imagem: Reprodução/WCCFTech)
Com GPU de 4 núcleos, o iPhone 13 representa um salto de apenas 15% em relação ao iPhone 12 (Imagem: Reprodução/WCCFTech)

O modelo base atinge os 10.608 pontos, um salto tímido de 15% em comparação à GPU do A14 Bionic presente no iPhone 12. A variante Pro, por outro lado, chega a respeitáveis 14.216 pontos, o que dá uma vantagem significativa de 55% sobre a geração anterior. Isso sugere ainda uma vantagem maior que o esperado sobre o iPhone 13 tradicional.

Felizmente, ambos entregam um desempenho similar em CPU, com variações em margem de erro — os dois modelos apresentam média de 1.724 pontos em single-core e de 4.587 pontos em multi-core, valores que deixam soluções do mundo Android para trás com folga, mas que também representam ganhos modestos em relação ao iPhone 12, de até 18%

Os modelos mostram desempenho semelhante em CPU, mas representam um salto de geração mais modesto de até 18% (Imagem: Reprodução/MacRumors)
Os modelos mostram desempenho semelhante em CPU, mas representam um salto de geração mais modesto de até 18% (Imagem: Reprodução/MacRumors)

Vale ressaltar ainda diferenças na capacidade de RAM, havendo 4 GB no modelo base e 6 GB na versão Pro. Seja como for, essa discrepância entre o iPhone 13 e o iPhone 13 Pro deve ser considerada na hora de adquirir um dos aparelhos, especialmente se levarmos em conta o alto investimento que os celulares requerem.

Estratégia estaria buscando evitar problemas

Ainda que mantenha a liderança da Apple em performance por uma boa margem, o ganho geral mais modesto do A15 Bionic e a diferença marcante entre suas versões podem ser reflexos de diversos desafios que a gigante de Cupertino está enfrentando. O principal e mais óbvio deles é a escassez de chips — a fabricante pode ter optado por dar preferência para os modelos Pro, que receberiam os melhores chips.

Com diferentes versões, a Apple pode aproveitar chips defeituosos e aliviar o estresse na linha de produção causado pela crise dos semicondutores (Imagem:Reprodução/Apple)
Com diferentes versões, a Apple pode aproveitar chips defeituosos e aliviar o estresse na linha de produção causado pela crise dos semicondutores (Imagem:Reprodução/Apple)

O uso de múltiplas variantes do processador também aliviaria a pressão na cadeia de produção, já que chips defeituosos poderiam ser aproveitados. Junto a isso, a Apple também pode estar enfrentando um êxodo de engenheiros, como sugere o site SemiAnalysis.

Muitos membros do time de desenvolvimento de semicondutores da empresa fundaram as próprias companhias, ou foram contratados por concorrentes, como a Qualcomm e a Samsung. Essas mudanças teriam obrigado a Maçã a reagendar grandes mudanças para o chipset da próxima geração.

Seja como for, fica claro que a linha iPhone 13 deve seguir na liderança no que diz respeito a desempenho em smartphones, mas quem busca a melhor performance possível pode acabar tendo que gastar um pouco mais ao migrar entre as gerações, pois caso contrário provavelmente sequer notará qualquer mudança.

Fonte: Canaltech

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