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iPhone 13 bloqueia o Face ID caso tela seja reparada por terceiros

·3 minuto de leitura

Em seu principal evento do ano, a Apple anunciou no último dia 14 a família iPhone 13. Refinando a fórmula adotada pelo iPhone 12, a nova geração de celulares da gigante de Cupertino trouxe boas melhorias em desempenho, além de ganhar entalhe 20% menor, câmeras com sensores maiores que captam até o dobro de luz e as tão aguardadas telas ProMotion de 120 Hz nos modelos Pro.

Apesar das novidades bem-vindas, a companhia segue adotando uma prática nada amigável aos consumidores, como descobriu o canal Phone Repair Guru. Após testes realizados no display dos novos aparelhos, descobriu-se que a Apple bloqueia o acesso à biometria em certas condições — comportamento infelizmente já visto em lançamentos mais antigos da empresa.

Reparo de tela de terceiros bloqueia Face ID no iPhone 13

Ao avaliar os componentes internos dos novos iPhones, o Phone Repair Guru descobriu que substituir a tela dos aparelhos inutiliza o Face ID. Para comprovar que o bloqueio é gerado apenas pela troca do display, mesmo que sejam instalados componentes originais, duas unidades do iPhone 13 foram utilizadas. Quando os sensores de proximidade, de luz e o microfone frontal são trocados, a biometria segue funcionando sem problemas.

No entanto, ao trocar o painel entre os modelos, o Face ID é bloqueado, e deixa de funcionar completamente, mesmo que os dados biométricos registrados anteriormente sejam apagados. Ao que parece, cada tela conta com dois chips que registram informações utilizadas pelo Face ID e, teoricamente, seria possível adicionar esses chips ao novo display para que o problema seja resolvido, mas o processo é complexo e dificilmente realizado por assistências terceirizadas.

A medida é empregada para forçar os usuários a realizar reparos apenas com a própria Apple ou assistências licenciadas pela empresa, que praticam preços mais elevados que assistências terceirizadas, por "questões de segurança" de acordo com a gigante. O mais decepcionante é que os componentes do Face ID não estão integrados à tela, não havendo assim risco de manipulação ou instalação de peças irregulares que pudessem de fato ameaçar a segurança do usuário.

Vale lembrar que essa não é a primeira vez que a fabricante segue por esse caminho.— diversos produtos lançados nos últimos anos apresentam bloqueios de recursos sempre que componentes são instalados em assistências não autorizadas, mesmo que sejam originais.

Bloqueio não é novidade e opõe movimento "Right to Repair"

A prática de bloquear recursos não é nova e tem como exemplos o MacBook Pro e o iMac de 2018, que impediam a inicialização do sistema caso reparos feitos por terceiros fossem realizados, bem como o iPhone Xs, que não exibia informações como a saúde da bateria caso o telefone detectasse que o componente instalado foi inserido por assistências não autorizadas.

O iPhone Xs foi um dos aparelhos a sofrer com as medidas restritivas da Apple em relação a reparos (Imagem: Omid Armin/Unsplash)
O iPhone Xs foi um dos aparelhos a sofrer com as medidas restritivas da Apple em relação a reparos (Imagem: Omid Armin/Unsplash)

Se por um lado é compreensível que o bloqueio de peças não originais seja realizado, a medida também afeta peças originais e vai de encontro a um movimento que vem ganhando força recentemente — o Right to Repair, ou "Direito de Reparar", em tradução livre.

Uma das bandeiras desse movimento, que também tem apoio de governos como o de países europeus e pode se tornar lei em algumas regiões, é justamente a liberdade da realização de reparos em assistências terceirizadas, ou ainda feitos pelo próprio usuário.

Fonte: Canaltech

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