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iPhone 13: Apple trava Face ID e estatísticas de bateria se reparo não for dela

·3 minuto de leitura

Apesar de incluir o chamado Ceramic Shield nos iPhones desde o ano passado, telas ainda podem quebrar. E quando isso acontece, o reparo pode sair caro. Não é incomum que usuários procurem assistências técnicas não homologadas para economizarem, seja em um display novo alternativo, seja na mão de obra. Mas quem for comprar o iPhone 13 deve tomar muito cuidado com o estado físico do celular.

Como já mostramos, a Apple estaria dificultando a troca da tela por terceiros. Apesar de o hardware do Face ID não estar fisicamente acoplado ao display, trocar o painel, mesmo que por outra peça original, invalida o uso da função. Assim, o usuário não poderá desbloquear a tela com o rosto, ou usar plenamente o Apple Pay.

Depois dessa denúncia do youtuber Phone Tech Guru, o iFixit, grande autoridade do mercado de reparos de smartphones, confirmou o truque da Apple. Em uma longa transmissão de uma hora, os técnicos do portal até conseguiram fazer o Face ID funcionar sem alguns outros sensores do iPhone 13. Mas a troca de tela ativou um bloqueio que impossibilitou o uso da função.

Gatilhos também para troca de bateria

Outra descoberta do iFixit envolveu o reparo da bateria: quando o iPhone 13 recebe o componente de outro modelo, apesar de aceitá-lo, impede a visualização de estatísticas importantes. Por exemplo, deixa de ser possível conferir a função Saúde da Bateria, sendo um bom norteador de quando o componente precisa ser trocado.

Sendo assim, o portal deu nota 5/10 para o smartphone. Baixa, em boa parte porque o usuário sai prejudicado mesmo que consiga fazer a manutenção correta sozinho.

Direito ao reparo

Com isso, a Apple dá mais um recado de que não está disposta a deixar que os seus dispositivos sejam plenamente reparados por terceiros. O usuário que quebrar a tela, ou notar desgaste da bateria, deverá procurar polos da empresa ou assistência técnica autorizada para consertos completos. Isso notoriamente implica no pagamento dos preços oficiais da Maçã, mais altos que o mercado paralelo.

(Imagem: Divulgação/Apple)
(Imagem: Divulgação/Apple)

Assim, o consumidor vê limitadas suas possíveis ações diante de um problema. E isso reacende um debate antigo, o Direito ao Reparo (Right to Repair), que defende a liberdade de escolha do usuário e o fim do controle absoluto das empresas sobre conserto dos seus produtos.

Países já debatem a regulamentação dessas medidas. Na Europa o debate está avançado, e inclusive uma nova lei deve pedir que a Apple padronize a conexão física do iPhone para USB-C, o que seria outro golpe nas medidas protecionistas da empresa, que hoje adota a tecnologia proprietária Lightning só existente em seus aparelhos e acessórios homologados de parceiras.

iPhone não gosta de “intrusos”

Vale lembrar que esta não foi a primeira vez que a Apple implantou gatilhos nos iPhones para que eles só fossem plenamente reparados em polos autorizados e com componentes originais.

Os iPhone 7 e 8 apresentaram bloqueios temporários quando telas de terceiros eram usadas em substituição às originais. Updates resolveram isso, implementando ainda aviso sobre o risco do uso de peças não originais.

(Imagem: Divulgação/Apple)
(Imagem: Divulgação/Apple)

Antes disso, o Touch ID também podia parar de funcionar em modelos como o iPhone 6 caso a tela não fosse original. Em alguns modelos, isso também inutilizada o sistema de reconhecimento de luz ambiente, já que o sensor era um componente acoplado aos displays originais.

As decisões da Apple indicam que a empresa não pretende abrir mão desses impedimentos enquanto não for obrigada a isso. Por muitas ocasiões a marca já defendeu que tais medidas reforçam as políticas de segurança da empresa para seus produtos.

Vale lembrar, os novos iPhone 13 já têm preço para o Brasil, só não possuem data para início das vendas, pois ainda estão em processo de homologação na Anatel. Atualmente, a tabela de reparos mostra que um display quebrado na linha iPhone 12 pode custar algo entre R$ 1.729 a R$ 2.479 ao comprador. É bom contar com a Ceramic Shield, mas melhor ainda prevenir acidentes — reforçando a proteção com acessórios.

Fonte: Canaltech

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