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Ipea: inflação vai convergir para ricos e pobres em 2022

·2 min de leitura
Ipea fez uma previsão que a diferença da inflação para as famílias mais pobres e mais ricas da população deve diminuir em 2022. (Getty Images)
  • Ipea aponta que inflação para pobres e ricos deve convergir em 2022

  • Carne e gasolina ainda são ‘vilões’ para o consumidor brasileiro

  • Inflação acumulada para famílias de renda baixa é de 11,4% nos últimos 12 meses

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) fez uma previsão que a diferença da inflação para as famílias mais pobres e mais ricas da população deve diminuir em 2022. A inflação é uma das dimensões para analisar a desigualdade no Brasil.

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O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) está com uma projeção de queda para o próximo ano, em relação a 2021. Maria Andreia Lameiras, economista do instituto e responsável pela projeção, aponta que a inflação entre ricos e pobres deve convergir, mesmo que de forma lenta. A queda deve acontecer graças ao alívio de alguns itens da cesta básica. E os preços de serviços e bens industriais devem experimentar altas para as classes mais ricas.

O indicador de inflação, divulgado pelo Ipea, apontou que pelo sétimo mês seguido, a taxa foi mais acentuada para as famílias de renda muito baixa (inferior a R$ 1808,79). Para as famílias mais pobres, a inflação foi de 1,35% contra 1,205 para os de renda mais alta.

Nos últimos 12 meses, para as famílias de renda muito baixa, a inflação acumulada chega a 11,4%, mantendo-se bem acima (2,1%) da apurada na classe de renda mais alta (9,3%). No estrato de renda mais alta, segundo o Ipea, estão os domicílios com renda superior a R$ 17.764,49. Segundo Lameiras, os técnicos do Ipea projetavam que a inflação de ricos e pobres já convergiria neste fim de ano, o que não aconteceu. Isso porque a desaceleração dos preços de alimentos, principal item da cesta dos mais pobres, não se confirmou.

Carne e gasolina são ‘vilões’ para o consumidor brasileiro

Aliado a esse movimento, diz ela, não houve desaceleração dos preços da energia elétrica, que, segundo o governo federal, devem permanecer majorados até abril, pressionando a inflação. Corre por fora o preço do botijão de gás, que sobe influenciado pela alta dos preços internacionais do petróleo.

Com o encolhimento da demanda chinesa, o preço da carne teve uma queda de 0,04% em outubro. Isso acabou reorientando a produção para o mercado doméstico, aumentando a oferta que deve se normalizar no curto prazo. A saída mais consistente para o preço do item, diz, seria a normalização do abate, que esteve em níveis baixos este ano, e barateamento da ração do rebanho bovino, que também aumentou.

Outro vilão do consumidor, a gasolina, tende a manter a alta do preço no ano que vem. Lameiras aponta que o mercado internacional e o câmbio comandam os valores, então, essa situação não deve ser alterada no próximo ano.

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