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Ipea agora projeta queda de 5% no PIB e alta de 2,3% na inflação em 2020

Bruno Villas Bôas
·3 minutos de leitura

A abertura da projeção mostra que as revisões foram especialmente intensas na indústria Pixabay O Grupo de Conjuntura do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou nesta quinta-feira que alterou sua previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) do país de 2020 para queda de 5%, de retração de 6% anteriormente divulgada. Para 2021, a projeção foi mantida em alta de 3,6%. “O desempenho observado de parte dos indicadores de atividade econômica nos primeiros meses do terceiro trimestre permite uma expectativa ainda mais otimista acerca do ritmo de recuperação ao longo do restante do ano”, informa o Ipea. “As atividades de comércio e indústria têm registrado comportamento mais positivo que o esperado anteriormente”. A abertura da projeção mostra que as revisões foram especialmente intensas na indústria. Segundo o Ipea, a recuperação apresentada pelo setor tem sido disseminada, com destaque especial para bens duráveis e de capital. Desta forma, a expectativa para o PIB industrial em 2020 passou de uma retração de 7,3% para queda de 4,6%. Pelo lado da demanda, o Ipea revisou ainda a expectativa para queda do consumo das famílias em 2020, de queda de 6,9% para retração de 6,7%. A melhora sutil é explicada basicamente pelo consumo de bens, enquanto a demanda por serviços permanece com resultados mais modestos. A queda dos investimentos foi revisada de baixa de 9,7% para retração de 7,5%. Para 2021, a expectativa é que o crescimento seja puxado pela demanda interna, mais particularmente pelo consumo, enquanto os investimentos apresentariam resultado mais modesto, refletindo um ambiente com alguma incerteza, a alta do câmbio e um elevado nível de hiato do produto. No terceiro trimestre deste ano, o PIB brasileiro deverá crescer 6,8% frente ao segundo trimestre, pela série com ajuste sazonal, segundo o Ipea. Se confirmada a projeção, o PIB vai recuperar apenas parcialmente as perdas do segundo trimestre, quando recuou 9,7% frente aos três meses anteriores, com ajuste sazonal. O segundo trimestre foi marcado pelo auge das medidas de isolamento social para enfrentamento da pandemia. Segundo as projeções do Ipea, a indústria deverá crescer 9,9% no terceiro trimestre, frente ao segundo trimestre. Outros componentes da oferta também devem ficar no campo positivo, como a agropecuária (alta de 0,7%) e os serviços (crescimento de 6,7%). No lado da demanda, a consumo das famílias deve ter alta de 7,8% frente ao segundo trimestre. Quando comparado ao mesmo período do ano passado, o PIB brasileiro deverá mostrar ainda queda de 5,4%, refletindo a recuperação apenas parcial das perdas da pandemia. Por essa base de comparação, a indústria deve encolher 4,4%. No lado da demanda, os investimentos devem recuar 10,9%. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o PIB do terceiro trimestre no dia 3 de dezembro. Inflação deve ser maior neste ano O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar em 2,3% este ano, abaixo do centro da meta de inflação do governo, de 4%, de acordo com o Ipea. Na edição anterior, o instituto previa a inflação em 1,8% este ano. A mudança para cima reflete a aceleração dos preços dos alimentos nos últimos meses. Apesar da previsão de inflação maior, o Ipea destacou que a expectativa segue de uma trajetória bem comportada dos preços, refletindo a capacidade ociosa, menor custo da mão de obra e dos aluguéis. Os preços dos alimentos têm sido pressionados nos últimos meses por uma combinação de avanço do dólar, sazonalidade desfavorável e aumento dos preços das commodities no mercado internacional. Além do arroz, os destaques têm sido carnes, leites e derivados da soja.