Mercado abrirá em 8 h 23 min
  • BOVESPA

    99.605,54
    -1.411,46 (-1,40%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    38.001,31
    -244,59 (-0,64%)
     
  • PETROLEO CRU

    38,66
    -0,91 (-2,30%)
     
  • OURO

    1.907,90
    -4,00 (-0,21%)
     
  • BTC-USD

    13.800,05
    +45,28 (+0,33%)
     
  • CMC Crypto 200

    272,83
    +11,54 (+4,42%)
     
  • S&P500

    3.390,68
    -10,29 (-0,30%)
     
  • DOW JONES

    27.463,19
    -222,21 (-0,80%)
     
  • FTSE

    5.728,99
    -63,02 (-1,09%)
     
  • HANG SENG

    24.720,80
    -66,39 (-0,27%)
     
  • NIKKEI

    23.410,76
    -83,54 (-0,36%)
     
  • NASDAQ

    11.537,00
    -51,00 (-0,44%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,7193
    +0,0788 (+1,19%)
     

IPCA tem maior alta para setembro em 17 anos pressionado por alimentos, diz IBGE

Por Isabel Versiani e Rodrigo Viga Gaier
·3 minutos de leitura
.
.

Por Isabel Versiani e Rodrigo Viga Gaier

BRASÍLIA (Reuters) - O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve em setembro a maior alta para o mês desde 2003, de 0,64%, pressionado pelo aumento dos preços de alimentos, informou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que associou o movimento ao pagamento do auxílio emergencial e à elevação das exportações de alguns produtos.

No acumulado de 12 meses até setembro, o IPCA acumulou alta de 3,14%, frente a 2,44% nos 12 meses até agosto.

A inflação do mês veio acima das expectativas de analistas, que previam aumento de 0,54% em setembro sobre agosto e de 3,03% em 12 meses.,

Segundo o IBGE, tanto a maior variação quanto o maior impacto no índice no mês vieram do grupo alimentação e bebidas, que registrou aumento de 2,28%, após subir 0,78% em agosto. Essa aceleração decorreu principalmente da alta de 2,89% apontada nos alimentos para consumo em domicílio, com destaque para óleo de soja (+27,54%), arroz (+17,98%), tomate (11,72%) e leite longa vida (+6,01%).

"A gente tem o auxílio emergencial pressionando os preços dos alimentos, assim como o câmbio, que estimula exportações e restringe a oferta doméstica", afirmou o gerente da pesquisa do IBGE, Pedro Kislanov, a jornalistas, destacando maiores vendas externas de óleo, arroz e carnes.

Para combater o impacto econômico da pandemia de Covid-19, o governo tem pagado um auxílio emergencial --no valor de 600 reais de abril a agosto e de 300 reais de setembro a dezembro-- a milhões de brasileiros.

Outros grupos que tiveram altas relevantes de preços dentro do IPCA foram artigos de residência (+1%) --que inclui televisores e mobiliário--, transportes (+0,70%) e habitação (+0,37%).

O único dos nove grupos monitorados que apresentou queda expressiva foi o de saúde e cuidados pessoais (-0,64%). O grupo educação oscilou 0,09% para baixo.

SERVIÇOS

O IBGE informou que os preços dos serviços voltaram a subir em setembro, em 0,17%, pela primeira vez desde abril. Em meio à flexibilização de medidas de restrição à movimentação impostas em meio à pandemia, foram registradas altas nos preços de alimentação fora de casa (+0,82%). Passagens aéreas, pacotes turísticos e aluguel de veículos também ficaram mais caros no mês.

"Não dá para falar em pressão de serviços, o que dá para dizer é que há uma mudança na trajetória", afirmou Kislanov.

Em agosto, o IPCA havia subido 0,24%. Em setembro de 2003, o acréscimo fora de 0,78%.

Apesar da alta recente, a inflação em 12 meses segue abaixo da meta do Banco Central para 2020, que é de 4%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

No mês passado, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, disse que a autoridade monetária estava tranquila com o cenário inflacionário, entendendo que a pressão neste ano não deveria contaminar as inflações futuras.

Em seu último Relatório Trimestral de Inflação (RTI), publicado em 24 de setembro, o BC indicou que esperava alta nos preços livres nos meses à frente, com pressão sobre o preço de alimentos e reversão da queda em serviços.